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Serra sobe em pesquisa. Lula continua na frente.

O ministro da Saúde, José Serra (PSDB), registrou um crescimento nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2002, num dos cinco cenários elaborados pelo instituto de pesquisa Sensus, em pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Serra passou de 7,1% em julho para 10% agora em agosto, nas intenções de voto. Esta é a primeira vez que o ministro alcança 10% das intenções de voto. O presidente de honra do PT, Luís Inácio Lula da Silva, apesar de ter registrado uma queda, de 34,2% para 32,9% nas intenções de voto, continua liderando folgadamente a pesquisa. Por seu turno, o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PPS) registrou uma recupeação, passando de 11,8% em julho para 14,9% em agosto. Os governadores de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), e do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB), tiveram quedas nas intenções de voto. Itamar caiu de 13,8% para 11,5% e Garotinho, de 13,4% para 8,8%, a maior queda no principal cenário de intenções de voto para as eleições de 2002. Num segundo cenário para as eleições de 2002, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), aparece em terceiro lugar, com 14,1% das intenções de voto, atrás de Lula, com 30,1%, e de Ciro Gomes, com 14,4%. "Se Roseana for considerada uma candidata do governo, ela é a que obtém a melhor margem de votos", disse o presidente da CNT, Clésio Andrade. Depois da divulgação da pesquisa, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, anunciou que o partido decidiu que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, é a sua candidata para a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso - seja numa candidatura própria do partido, seja numa "prévia" para definir o candidato da aliança governista que vai disputar a Presidência em 2002.Serra é o ministro mais eficienteA pesquisa apurou, ainda, que 46,4/% dos entrevistados pela Sensus consideram o ministro da Saúde, José Serra, o mais eficiente do governo. O segundo colocado na pesquisa é o ministro da Educação, Paulo Renaro Souza, com 7,8%, e em terceiro aparece o ministro da Fazenda, Pedro Malan, com 5,3%. Apesar de Serra, ser considerado o ministro mais eficiente, isso ainda não refletiu numa captalização de votos para as eleições de 2002. A avaliação é do presidente da CNT. Para Clésio Andrade, a posição majoritária de Serra é fruto de sua exposição na mídia. "O ministro da Saúde impõe uma imagem de eficiência junto à população", avalia Clésio Andrade. "Isso poderá ser decisivo na consolidação de seu nome como candidato do governo à Presidência da República", comentou.Para o presidente da CNT ainda não houve essa consolidação do nome de Serra na corrida para o Palácio do Planalto, a julgar pela sua posição nos cenários elaborados pela Sensus para a corrida presidencial de 2002. "A posição de ministro mais eficiente ainda não se concretizou na forma de intenções de voto, mesmo com a subida registrada por Serra este mês", disse Andrade. As intenções de voto para o ministro da Saúde subiram de 7,1% em julho para 10%, agora em agosto. Ainda assim, Serra aparece em quarto lugar no principal cenário elaborado pela Sensus para a corrida presidencial, atrás do presidente de Honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva (32,9%), do ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes (14,9%) e do governador de Minas Gerais, Itamar Franco (11,5%).

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