Serra se limita a fazer ofensas pessoas, diz Cardozo

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliou nesta terça que o seu candidato à prefeitura de São Paulo, o petista Fernando Haddad, tem se "esforçado" para debater propostas, enquanto que o seu adversário do PSDB, José Serra, teria se limitado a fazer ofensas pessoais. "Eu não gostei do que vi no final de semana quando o candidato José Serra fez afirmações pessoais ofensivas ao candidato que eu apoio, Fernando Haddad. Acho que não é assim que se processa uma boa campanha eleitoral", disse.

ROSA COSTA, Agência Estado

16 de outubro de 2012 | 13h25

Com relação à Haddad, o ministro disse que ele tem se esforçado bastante. "Eu acompanhei (Haddad) durante todo o final de semana e vi o esforço que ele tem feito para discutir propostas", afirmou. "É claro que o esforço que ele tem feito, muitas vezes, a pessoa recebe acusações pessoais de baixo nível, muitas vezes injuriosas, tem de se defender. Mas ele tem se esforçado demais".

O ministro acusou Serra de usar o mesmo tipo de ataque utilizado na campanha de Dilma Rousseff à presidência. "Então realmente não me agradou que ataques pessoais não muito elevados fizessem parte. Espero que daqui pra frente, percebendo que a sociedade não aceita mais que ataques políticos sejam feitos num nível tão baixo, que se discuta proposta, programas de uma cidade importante como São Paulo", afirmou.

Sobre as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contra o hábito dos petistas de responsabilizar a imprensa - chamada de "imprensa golpista" - por tudo que lhe desagrada, o ministro disse tratar-se de um procedimento de quem vive num Estado de Direito. "Acho que aqueles que dizem que as pessoas não sabem expressar sua opinião é que não sabem conviver no Estado democrático de direito. Da mesma forma que a imprensa tem o direito de tomar posição, de fazer suas afirmações, aqueles que discordam tem o direito de dizer que a coisa não está bem.", argumentou.

Na sua opinião, trata-se de saber conviver com a divergência. "Isso me parece algo fundamental para quem quer viver num Estado democrático de direito", defendeu. "O que nós temos de ter claro é que tem regras e, quando há desrespeito a regras, o Judiciário está aí para corrigir. A democracia permite que as pessoas falem mas sempre de forma respeitosa convivendo na pluralidade", acrescentou.

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