Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Serra relaciona mensalão a 'estilo de governar' do PT

Tucano estendeu suas críticas a Russomanno e destacou inexperiência de candidatos

Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2012 | 19h21

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, defendeu o debate sobre o julgamento do mensalão na campanha eleitoral e relacionou o suposto esquema de compra de votos no Congresso ao "estilo de governar" do PT. Em palestra a empresários promovida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o tucano afirmou que os petistas levaram o "patrimonialismo" para suas administrações e que o partido representa a "vanguarda do atraso".

"O debate (eleitoral) envolve também estilos de trabalho. O mensalão mexe com isso: qual o estilo de governar e o que se vai fazer. É o patrimonialismo, é tratar o que é público como se fosse privado. O PT levou isso à exacerbação. Nesse sentido, o PT é a vanguarda do atraso", disse Serra, em resposta a um dirigente da ACSP.

O tucano disse ser "natural" que o tema seja usado na campanha municipal e tratou com ironia a carta em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinada por partidos aliados do PT, cujo texto afirmava que a oposição estaria explorando o mensalão para dar um "golpe".

"Pode-se acusar a oposição de tudo, menos de ser uma oposição durona. Sempre foi soft em relação aos governos do PT", afirmou. "O mensalão está no centro dos acontecimentos, mas não por causa da campanha eleitoral. É um assunto do cotidiano."

No momento em que Fernando Haddad (PT), terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, passa a atacar o líder Celso Russomanno (PRB), Serra mantém seu foco sobre os petistas e sobre o governo da ex-prefeita Marta Suplicy (2001-4).

As referências de Serra a Russomanno foram pontuais. O tucano indicou que o candidato do PRB se apresenta como autor da Operação Delegada em uma data posterior a sua criação e criticou a inexperiência dos postulantes à Prefeitura, afirmando que "governo não é curso de graduação ou pós-graduação". Indiretamente, também atacou a proposta de Russomanno de cobrar uma tarifa de ônibus proporcional à distância percorrida.

"A passagem progressiva vai ficando mais cara à medida que se anda. O sujeito que fizer isso vai ser enforcado em praça pública, porque vai castigar os que moram mais longe. É a coisa mais regressiva que eu já vi na minha vida", disse.

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