Patrícia Cruz/AE - 13.06.2012
Patrícia Cruz/AE - 13.06.2012

Serra recorre a Alckmin para contornar crise no PSDB

Ideia de estender alianças na eleição para vereador enfrenta resistência de grupo do partido, que teme perder vagas na Câmara; para tucano, ação é para prejudicar sua candidatura

Bruno Boghossian, do estadão.com.br

15 de junho de 2012 | 09h03

A equipe do pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, recorreu ao governador Geraldo Alckmin para tentar contornar uma crise interna do partido. Emissários do governador passaram a intervir, pela primeira vez, na disputa entre o grupo que apoia uma aliança na eleição para vereador com as siglas aliadas de Serra e os tucanos que são contra essa coligação.

 

A pedido da equipe de campanha, a equipe de Alckmin tenta convencer os integrantes do diretório municipal de que o PSDB precisa ceder espaço ao PSD, ao DEM, ao PP, ao PR e possivelmente ao PV em sua chapa de vereadores para garantir o apoio dessas siglas a Serra. Os tucanos contrários a essa união alegam que perderão vagas na Câmara Municipal se a parceria se concretizar.

 

Irritado com o grupo que rejeita a coligação, Serra identificou uma ação "contra sua candidatura" na campanha feita para tentar barrar a união das legendas na disputa pela Câmara Municipal. Sua equipe pediu a Alckmin que peça moderação a tucanos que agem contra o acordo.

 

O time do pré-candidato diz que os partidos que já declararam apoio ao tucano desistirão da aliança caso não sejam contemplados com a coligação na eleição para vereador. A equipe diz que esse movimento pode colocar em risco a eleição de Serra, enfraquecer o PSDB e, consequentemente, prejudicar a reeleição de Alckmin em 2014.

 

Ao tentar convencer os tucanos de que a formação de uma chapa única para a Câmara Municipal é necessária, o governador tentará impedir que o partido chegue rachado à convenção do dia 24, quando a decisão será tomada formalmente. O objetivo é construir um consenso antes dessa data para que os delegados do partido precisem aprovar uma coligação única - que valha tanto para a eleição para prefeito quanto para a disputa dos vereadores.

 

É a terceira vez que o governador é pressionado a se manifestar entre os tucanos para evitar que o partido rachasse em embates com o time de Serra. Alckmin também agiu para alterar a data da prévia do partido após a entrada de Serra na disputa e para impedir um resultado negativo para o pré-candidato naquela votação.

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