Serra rebate críticas de uso da máquina pública em campanha

Segundo ele, fato foi isolado e espontâneo de uma servidora e o governo do Estado já está tomando providências

Paula Bonelli, da Agência Estado,

11 de agosto de 2012 | 18h43

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, rebateu críticas sobre uso da máquina pública para campanha eleitoral. Segundo ele, foi um fato isolado e espontâneo de uma servidora e o governo do Estado já está tomando providências.

 

Hoje, o jornal Folha de S.Paulo denunciou que uma diretoria da Secretaria Estadual de Educação expediu circular e usou página do órgão na internet para convocar dirigentes de escolas públicas para um ato de apoio ao candidato José Serra (PSDB).

 

Serra visitou na tarde de hoje a Bienal do Livro na capital paulista. Ele disse que, se eleito, vai dobrar a distribuição de livros por parte da prefeitura, que nos últimos anos foi de quatro milhões de unidade. Ao posar para fotos com crianças, Serra disse que se o voto fosse permitido para quem tem até 12 anos, seria eleito no primeiro turno.

 

Durante a visita à Bienal, Serra foi levado pelo senador Eduardo Suplicy ao estande onde a jornalista Mônica Dallari lançava seu livro Cooperativa.

 

O candidato do PMDB à prefeitura, Gabriel Chalita, também esteve na Bienal na tarde de hoje. Chalita disse que usar a máquina pública em campanha eleitoral é indecente. Ele disse que os candidatos têm o tempo na televisão, rádio, debates e outros meios para fazer campanha. "É lamentável e triste, pois quem vai pagar o preço é sempre o funcionário mais simples", disse.

 
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