Serra quer PV como aliado na Assembléia

Com os olhos voltados à conquista de maioria absoluta no Legislativo paulista, o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), começou na quarta-feira pessoalmente aproximação com a futura bancada do PV na Assembléia. Antes de embarcar para os Estados Unidos à noite, o tucano teve encontro com sete dos oito deputados estaduais eleitos pelo PV no gabinete do governo de transição. Um apoio em bloco do PV daria a Serra uma situação mais do que confortável. O partido surpreendeu nas urnas e elegeu uma das maiores bancadas da Assembléia, só perdendo para as grandes siglas - PT, PSDB e PFL. Por isso o empenho do tucano em fazer a corte.No encontro, que durou cerca de 40 minutos, o tom foi cordial e Serra não partiu para o ataque direto. Parabenizou a bancada pelo bom desempenho nas urnas e deixou implícitos os planos de aliança. ?Foi um gesto bom e importante. É um primeiro contato, muito bem visto. Afinal, a maioria vai para seu primeiro mandato?, avaliou parlamentar do PV. Participaram da reunião três homens fortes de Serra nessa costura da governabilidade: o vice-governador eleito Alberto Goldman, o presidente estadual do PSDB, Sidney Beraldo, e o secretário municipal de Governo, Aloysio Nunes Ferreira, fiel articulador político do tucano e que está cotado para ocupar posto de destaque no governo, seja na Casa Civil ou na Segurança.Hoje, o PSDB e mais os partidos que o apoiaram oficialmente na campanha - PTB, PPS e PFL - têm 44 deputados das 94 cadeiras. Com o PV, isso subiria para 52, mais do que a maioria simples (48), necessária para aprovação de projetos de lei.?Ainda é cedo?Oficialmente, o PSDB diz que não começou as conversas com os partidos com vistas a 2007. ?Ainda é muito cedo. Essa aproximação, se ocorrer, tem que ser naturalmente?, afirmou Beraldo. O PV também descarta apoio de imediato. ?Ainda tem quatro meses até a posse. Temos que conversar internamente?, disse o deputado eleito Chico Sardelli. O PDT também está na estratégia tucana para engordar a bancada governista - foram cinco eleitos. Bastante alinhada ao presidente do PDT em São Paulo, Paulo Pereira da Silva, as chances são grandes. Paulinho apoiou o PSDB no segundo turno das eleições presidenciais e teve participação no governo Serra na Prefeitura de São Paulo, comandando a pasta do Trabalho.Os tucanos também não descartam apoio de parte do PMDB que não segue a orientação do presidente estadual do partido, Orestes Quércia, e não deve se aliar ao PT. Serão quatro os peemedebistas na próxima legislatura.

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