Serra quer MP na investigação contra Erenice Guerra

Ttucano considerou insuficiente o anúncio de que as denúncias serão investigadas pelo Conselho de Ética do governo

José Maria Tomazela/ITAPETININGA, SP, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2010 | 19h47

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, defendeu nesta segunda-feira, 13, a entrada do Ministério Público Federal (MPF) na investigação das denúncias de tráfico de influência contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. O tucano considerou insuficiente o anúncio de que as denúncias serão investigadas pelo Conselho de Ética do governo. "É óbvio que não adianta. Isso tem que ter uma investigação aberta, uma ação do Ministério Público." Serra não disse, no entanto, se o partido vai pedir a investigação.

 

Segundo ele, sua adversária, a candidata do PT, Dilma Rousseff, considerou que a acusação é uma montagem eleitoral. "Se diz que é montagem eleitoral, está acusando quem descobriu o malfeito. Essa é uma regra do governo e do PT: acusar a vítima, que passa a ser culpada, e os culpados, inocentes." Reportagem publicada no fim de semana pela revista Veja traz denúncia de tráfico de influência envolvendo assessores e um filho da ministra.

 

Serra considerou que os fatos denunciados pela imprensa são gravíssimos, mas não o surpreendem. "A Casa Civil tem sido um ponto de escândalos neste governo. Começou com o Valdomiro Diniz, passou pelo Zé Dirceu e agora toda a equipe da Dilma (ex-ministra), e isso representa um mau exemplo para toda a administração."

O tucano defendeu o fim do lobby e de usar a máquina do Estado para ganhar dinheiro. "A vítima são os Correios, é o quarto escândalo nos Correios. Estão desmoralizando uma excelente empresa estatal que precisa ser fortalecida." Ele acusou a existência do que chamou de "teia" montada para tirar dinheiro do público e encaminhar "para partido ou para o bolso das pessoas".

 

Campanha

 

Na companhia do candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes, e de candidatos a deputado, Serra fez corpo a corpo com eleitores no centro de Itapetininga, no interior paulista. À vontade no papel de candidato, entrou em lojas, distribuiu abraços e beijos, pediu votos e ouviu pedidos, como o da aposentada Terezinha de Souza, que teve a aposentadoria bloqueada. Numa lanchonete, Serra comeu pastel de frango.

 

Indagado se há tempo de reagir nas pesquisas, ele disse que eleição não é um jogo de futebol - comparação predileta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Só tem um gol que é o dia da eleição e estamos preparados para marcar esse gol."

 

Ao microfone, no meio da rua, prometeu duplicar a ligação Itapetininga-Sorocaba e favorecer a instalação de indústrias na região. O candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, também esperado na cidade, teve problema com a aeronave e não compareceu.

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