Serra quer Kassab e Alckmin juntos no palanque em SP

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), decidiu que convidará para inaugurações e eventos de seu governo seu antecessor no governo, o tucano Geraldo Alckmin, e seu sucessor na Prefeitura, Gilberto Kassab (DEM). O governador quer abafar o prenúncio de crise na coligação PSDB-DEM e criar uma evidência pública de que os dois mantêm boas relações, apesar de disputarem a mesma indicação - a de candidato da coligação à prefeitura.Acima de tudo Serra quer demonstrar que, em meio à disputa dos dois, não pende para nenhum lado nem beneficia um em detrimento do outro. Por isso, quer a presença ostensiva dos dois, juntos, a seu lado.Ele resolveu intervir firme na disputa entre Alckmin e Kassab, que tendia a azedar a relação dos dois, para garantir a preservação da aliança PSDB-DEM, que vem de 1994, quando o então candidato à Presidência Fernando Henrique Cardoso teve como vice o senador Marco Maciel (DEM-PE). Em 2002, a aliança foi interrompida no plano federal justamente por Serra, que agora a invoca, mas que à época escolheu como vice a deputada Rita Camata (PMDB-ES). No plano estadual a coligação foi preservada por Alckmin, que teve como vice Cláudio Lembo (PFL).RivalMuita gente, no PSDB e no DEM, entendia que maio seria um mês adequado para definir candidato porque a rival mais temível - a ministra do Turismo, Marta Suplicy, do PT - teria de se desincompatibilizar até 5 de abril (seis meses antes da eleição, marcada para 5 de outubro).Foi um equívoco: o inciso IV, do artigo 1º, alínea ?a? da lei determina que os ministros de Estado têm de se desincompatibilizar até quatro meses antes da eleição. Marta tem, portanto, até o dia 5 de junho para deixar o ministério, se quiser concorrer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.