Serra: PT apoia imprensa livre quando é para falar bem

No dia em que juristas e intelectuais lançaram em São Paulo um Manifesto em Defesa da Democracia contra a "marcha para o autoritarismo", o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse ser um defensor da liberdade de imprensa, ao contrário, segundo ele, dos sindicatos "pelegos" e do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "No PT, eles gostariam que a imprensa fosse livre para falar bem deles. Quando fala mal, eles não gostam. E, nesse sentido, querem oprimi-la", afirmou.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 17h56

Juristas, ex-ministros, intelectuais e políticos da oposição fizeram um ato no Largo São Francisco, região central da capital paulista, criticando a presença ostensiva do presidente Lula na campanha de Dilma Rousseff (PT) e suas investidas contra a imprensa. Serra disse que não vê ódio no trabalho da imprensa brasileira. "A imprensa age com liberdade."

Serra se disse favorável à liberdade de imprensa mesmo quando se escrevem coisas equivocadas sobre ele. "Eu defendo sua liberdade porque não há critério, não há como ter um juiz para dizer o que a imprensa pode e não pode publicar", justificou.

Questionado sobre as acusações contra sua adversária do PT, Dilma Rousseff, no episódio do vazamento de dados fiscais da Receita Federal e das denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, o tucano negou que faça acusações diretas. "Eu não acuso, eu constato. As notícias são suficientes, é só tirar suas conclusões", afirmou.

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