Serra propõe incluir mais 15 milhões no Bolsa Família

O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, criticou nesta quarta-feira em Jundiaí, interior de São Paulo, a tributação sobre saneamento básico no País e usou o Estado de São Paulo como modelo de desoneração de tributos. O tucano considerou plausível a possibilidade de inclusão de 15 milhões de famílias no programa Bolsa Família.

TATIANA FÁVARO, Agência Estado

07 Julho 2010 | 16h29

Serra visitou o reduto tucano a 60 quilômetros de São Paulo, administrado por prefeitos do PSDB há cinco mandatos. "A minha proposta, que eu fiz aliás em 2007 para o presidente Lula era retirar o Pis/Cofins sobre saneamento para poder ser este montante investido em saneamento a fundo perdido pelo Brasil afora. O déficit brasileiro de saneamento é imenso", disse Serra. "O Brasil tem um nível de atraso nessa matéria (saneamento) imenso, que não se resolve com discurso. Se resolve com providências concretas e essa é uma. Poderia ter sido adotada em 2007, bem ou mal já teriam sido investidos R$ 8 bilhões de reais a mais, um dinheiro que se pulveriza. Não tem cabimento."

O candidato citou a política tributária de São Paulo feita desde o governo Mário Covas como exemplo de que é possível reduzir impostos sem onerar a arrecadação.

O tucano concordou que os adversários tenham reclamado dos impostos, mas disse que eles nada fizeram a respeito. "Agora é fácil. Você não faz em sete anos e meio e depois vira ''Ah, é, verdade, assim, tal''. Por que é que não fez?"

Após caminhada pelo centro de Jundiaí, Serra disse que é possível aumentar a remuneração para o programa Bolsa Família se houver política bem trabalhada. "Temos que trabalhar nisso, fazendo, tendo um bom sistema de cadastramento, um bom sistema de distribuição. Precisa trazer os Estados e municípios para o trabalho. Enfim, trabalhando com competência, do ponto de vista de recursos, não é nada abusivo."

O tucano alfinetou os petistas mais uma vez ao dizer que achou "incrível" a candidata do PT Dilma Rousseff ter dito que assinou o programa de governo sem rever. "você não assina um programa assim sem dar uma olhada naquilo que tem. Na verdade eu acho que o propósito era entregar aquele mesmo. Não foi entregue outra versão. Demorou muito. Foi entregue uma versão trabalhada para tirar essas coisas mais polêmicas que são autenticamente ideias do PT", afirmou Serra.

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