Serra prevê pacote de investimentos em Goiás

O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, garantiu hoje, em Goiânia, que vai investir num pacote de infraestrutura capaz de acelerar, ainda mais, o desenvolvimento econômico do Estado de Goiás, se for eleito. "Quando eleito, serei um presidente-parceiro de Goiás", disse Serra, que visitou a capital, onde fez comício, e carreatas em duas cidades do interior: Piracanjuba e Morrinhos.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

11 de setembro de 2010 | 18h16

No pacote de Serra, estão a construção de um ramal da Ferrovia Norte-Sul, interligando os Estados de Goiás e São Paulo, do metrô na capital goiana e investimentos no aeroporto em Goiânia, "um dos mais precários do País", segundo ele, além da construção de um terminal de cargas em Anápolis (GO) e duplicação da BR-060 no trecho Goiás-Mato Grosso.

Em Goiás, Serra está sendo apoiado pelo senador Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo e líder nas pesquisas de intenção de votos. Marconi acredita numa reviravolta de Serra na campanha presidencial: "Na reta final, muita coisa pode mudar", disse o senador.

O presidenciável tucano também afirmou para milhares de profissionais do setor de saúde, que participaram do comício da Avenida Anhanguera, que pretende mudar o perfil do atendimento médico à população de baixa renda, na hipótese de ser eleito. Serra confirmou planos de um programa de investimentos na formação de milhares de enfermeiras. E um total específico de 500 mil técnicas de enfermagem, a serem treinadas e formadas, que vão atuar no Programa da Saúde da Família - PSF.

"Vamos voltar com os mutirões da saúde", disse Serra, após informar que vai regulamentar a profissão de agente da saúde, e a remuneração mínima da categoria. Também garantiu ter planejada a construção de policlínicas, com 25 especialidades.

Serra arrancou aplausos ao afirmar não ter "ninguém na garupa", nem "padrinho ou patrocinadores", para trabalhar e produzir. "Meu padrinho é Deus e o povo brasileiro", afirmou. "Não preciso que outros digam o que fiz, porque as pessoas sabem o que eu fiz", ressaltou o ex-governador paulista.

Para garantir os votos dos eleitores presentes - a maioria absoluta formada por mulheres -, Serra afirmou: "Tive 80 milhões de votos no Brasil, somados, em todas as eleições de que participei", disse ele, para depois alfinetar a candidatura da petista Dilma Rousseff. "Meu trabalho é conhecido; sou um envelope aberto, e todo mundo pode olhar. Do outro lado tem um envelope fechado e ninguém governa de garupa", enfatizou.

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