Serra poderá ajudar Agripino a conquistar votos no Senado

A candidatura do líder do PFL, senador José Agripino (RN), ganhou um cabo eleitoral de peso: o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB). Em almoço com o pefelista no último domingo, na capital paulista, Serra prometeu se empenhar para ampliar o apoio de senadores ao candidato da oposição. Estavam presentes também ao encontro o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). Além da influência que tem no PSDB, parceiro do PFL na disputa para o comando do Senado, José Serra poderá ajudar Agripino a conquistar votos no PDT. Com uma bancada de cinco senadores, o PDT é cobiçado tanto pelo pefelista quanto pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que vai disputar a reeleição. Até agora, o peemedebista tem levado vantagem sobre Agripino, já que os pedetistas tendem a apoiá-lo. Mesmo assim, o pefelista vai insistir. Nesta terça-feira vai tentar virar o jogo, durante reunião com os três senadores do PDT que são contrários à participação do partido no governo de coalizão e têm votado contra o Planalto no Senado. O trio é composto por Osmar Dias (PR), Cristovam Buarque (DF) e Jefferson Peres (AM). "A tarefa agora é consolidar os votos do PDT", disse o pefelista, ao revelar sua estratégia. Será um trabalho árduo, já que os três senadores do PDT já haviam prometido apoio a Renan Calheiros em troca da presidência da Comissão de Educação para Cristovam Buarque. No entanto, aceitaram conversar amanhã com Agripino. Estará presente também o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM). Tanto Osmar quanto Peres já pertenceram ao PSDB e ainda têm bom trânsito na bancada tucana. O líder do PFL considera importante e "emblemático" conquistar o apoio do PDT até mesmo para dar o carimbo de oposição à sua candidatura. "Será ruim se não conseguirmos o apoio do PDT, mas não será letal", afirmou o candidato do PFL, procurando afastar especulações de que poderia sair da disputa caso a bancada do PDT feche realmente com Renan. O maior obstáculo é a pressão que o presidente do PDT, Carlos Luppi, tentar exercer sobre os senadores, já que ele não abre mão de apoiar o governo Lula. Os outros dois dos cinco senadores da bancada pedetista - João Durval (BA) e Augusto Botelho (RR) - são alinhados à posição de Luppi, compartilhada também pelo líder do partido na Câmara, Miro Teixeira (RJ). José Agripino já comunicou a Osmar Dias que, se eleito, poderá atender à reivindicação dos pedetistas e contemplar a bancada com a Comissão de Educação. Em sua eventual eleição para o comando do Senado, Agripino disse que pretende "oferecer um contraponto à sociedade". "A enxurrada de Medidas Provisórias (MPs) vai deixar de acontecer e a perspectiva de votar os vetos presidenciais será real", disse, ao criticar o excesso de MPs que dificultam o trabalho do Legislativo e a falta de empenho do Congresso em apreciar os vetos".

Agencia Estado,

11 Dezembro 2006 | 20h15

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.