Serra nega relação de notas frias com campanha de 2002

Governador de SP diz que teve contas aprovadas e problemas se restringem apenas à empresa Gold Stone

REJANE LIMA, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2008 | 17h10

O governador José Serra (PSDB) disse nesta quinta-feira, 21, em São Vicente, na Baixada Santista, que os problemas da empresa Gold Stone Publicidade e Propaganda com a Receita Federal restringem-se à empresa e não dizem respeito à sua campanha para a Presidência da República em 2002 nem mesmo ao PSDB.   Veja também:   Receita multa PSDB por uso de notas frias na campanha de Serra Receita multa PSDB por uso de notas frias na campanha de Serra   "A campanha teve suas contas aprovadas integralmente. Agora, se uma ou outra empresa não pagou imposto. Se ela, a empresa, trabalhou para campanha, trabalhou para o partido, e não pagou imposto, o problema é dela. É como você comprar uma cocada, na estrada, e quem vendeu não pagou imposto, a responsabilidade é da pessoa, não é de quem comprou", exemplifica Serra que cita ainda as compras em uma loja.   Na última terça-feira, reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou que o PSDB teve sua imunidade tributária suspensa e foi autuado em R$ 7 milhões pela Receita Federal, acusado pelo órgão de usar notas fiscais frias, emitidas por uma empresa fantasma e por outra inidônea, em 2002, durante a campanha presidencial do hoje governador José Serra (PSDB). O valor total das notas fiscais é de R$ 476 mil.   O governador insiste ainda que os serviços da Gold Stone foram contratados pelo partido e que as despesas foram atribuídas "equivocadamente" à sua campanha. "Portanto, esses eventos na verdade não são da campanha, são do partido, e no que se refere à campanha foi tudo aprovado, direitinho, pelo Tribunal Superior Eleitoral já há muitos anos", explica.   A Gold Stone é apontada pela Receita Federal como uma das empresas com problemas nas notas fiscais utilizadas pelo Comitê do PSDB na campanha de Serra em 2002. Criada em 1996, a empresa nunca teria recolhido impostos federais, inclusive o referente ao pagamento de R$ 251 mil que recebeu do comitê tucano na ocasião, conforme registra o site do TSE.   O governador realizou visita durante a tarde em São Vicente, onde conheceu o prédio do antigo Colégio Grupão, construído há 110 anos. Após algumas reformas, o local vai abrigar a primeira Escola Técnica (ETE) do município.  

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