Serra nega que vá acabar com Bolsa-Família

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse hoje que pretende aumentar o alcance do programa Bolsa-Família, uma das maiores vitrines do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu não sou trouxa, eu sei governar", afirmou.

ANNE WARTH, Agência Estado

26 de abril de 2010 | 19h14

Ele citou como exemplo o bilhete único, projeto da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy que foi ampliado durante sua gestão como prefeito da capital paulista. "Diziam que eu ia acabar, eu dizia que ia ampliar. Estendi para o metrô, que foi algo crucial."

Serra disse que sua intenção é ligar o Bolsa-Família a políticas de incentivo ao emprego, formação profissional e saúde. "Pelo contrário, vou tentar fortalecer e posso até ampliar. Dentro de certas condições estarei disposto a ampliar", afirmou.

Ao falar sobre a polêmica em relação ao reajuste dos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, Serra disse que ficará ao lado do governo nessa questão. Para o governo, o reajuste deve ser de 6,14%, mas no Congresso há discussões para que o aumento chegue a 7%. "Uma coisa é certa, o aposentado tem que ir melhorando aos poucos. Nesse sentido sou a favor, mas tem que ter dinheiro. Ficarei com a posição que o governo assumir porque acho que o governo vai trabalhar com responsabilidade. Eu apoiarei a posição do governo, que tem os números na mão", afirmou.

Ele rebateu a opinião do apresentador, que considerou sua posição "cômoda". "Não é cômodo não, eu quero que o governo atue com responsabilidade", disse. "Mantega é um homem responsável. Confio em Lula, que decidirá pelo melhor", afirmou.

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