Serra nega que tenha exigido cargo para permanecer no PSDB

Ex-governador afirma que não há mal-estar com Aécio e que não pediu presidência do partido

Bruno Boghossian e Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

16 de março de 2013 | 18h17

O ex-governador José Serra (SP) negou que exista um mal-estar entre ele e o senador Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB à Presidência da República, e afirmou que jamais exigiu cargos na direção do partido para que apoiasse a candidatura do mineiro.

Reportagem publicada na edição do Estado deste sábado informa que Serra ameaçou deixar o PSDB caso não tivesse direito a espaço na direção partidária. Três parlamentares tucanos foram ao Congresso ao longo da semana e pediram o cargo de presidente nacional da legenda para o ex-governador, em seu nome.

Em nota, Serra afirmou que trata-se de "especulações descoladas da realidade" e que qualquer tucano que tenha confirmado a informação "não atua, certamente, em favor do PSDB".

"Não faço escambo político e, na verdade, condeno essa prática. Portanto, não impus precondição nenhuma a ninguém. Jamais atuei ou atuaria num partido que funcionasse na base da imposição", escreveu o ex-governador.

O tucano também declarou que não teceu comentários críticos a Aécio. "Quando e se tenho algo a dizer a alguém, faço-o diretamente, sem mandar recados", anotou.

"Não tenho porta-vozes; ninguém fala em meu nome. Quando um jornalista quiser saber o que penso, só poderá estar seguro de informar o que realmente penso se falar comigo", completou Serra.

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