Serra: não há registro de contaminação por "vaca louca" no Brasil

O ministro da Saúde, José Serra, esclareceu há pouco, em entrevista coletiva, que não há riscos de contaminação pela variante humana da doença da "vaca louca" no Brasil. Serra destacou que essa forma da doença não existe no País e que não há registro no mundo de que tenha havido contaminação por meio de sangue ou hemoderivados. O ministro disse que não há como rastrear os pacientes brasileiros que em 1996 e 1997 usaram albumina produzida na Inglaterra a partir de sangue doado por pessoas que posteriormente desenvolveram o mal da "vaca louca". O rastreamento não será feito, segundo Serra, porque, em primeiro lugar, os hospitais não têm como identificar as pessoas que receberam o sangue, e, em segundo lugar, não há como fazer um teste para descobrir se a pessoa é portadora ou não do mal da "vaca louca". Serra nomeou uma comissão formada por médicos da USP e do governo para orientar a classe médica brasileira sobre o diagnóstico e o acompanhamento dos casos da doença de Creutzfeldt-Jakob, da qual o mal da "vaca louca" é uma variante. Entre 1980 e 1999 foram notificados no Brasil 105 casos da doença de Creutzfeldt-Jakob, cujo principal sintoma é a manifestação de demência de rápida progressão.

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