Serra não comenta pesquisa e mantém ataques a Dilma

Em queda constante nas pesquisas eleitorais, o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) não quis comentar os dados do último levantamento Ibope/Estado/TV Globo, no qual aparece com 29% das intenções de voto, contra 51% de sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT).

GUSTAVO PORTO E BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

28 de agosto de 2010 | 17h21

Em Ribeirão Preto (SP), onde inaugurou um comitê do PSDB, Serra voltou a atacar Dilma e acusou o governo federal de tentar beneficiá-la no episódio recente da quebra de sigilo de membros do PSDB, entre outras pessoas. "É evidente que isso foi em benefício da campanha eleitoral; o primeiro repórter que teve um dado do vazamento, quando procurou o Eduardo Jorge, disse que tinha recebido do comitê da Dilma", disse Serra. "Isso demonstra, inequivocamente, que se tratou, além de um crime, de um jogo muito sujo de natureza eleitoral", completou o ex-governador paulista.

Ao ser indagado sobre o motivo de ele não comentar pesquisas eleitorais após ter sido ultrapassado por Dilma, Serra chamou o repórter de "desmemoriado" e afirmou que nunca comentou pesquisas. De fato, Serra evita falar sobre números, mas em maio, quando a pesquisa CNT Sensus trouxe o empate entre ele e a candidata do PT, Serra disse, em entrevista à emissora Verdes Mares, do Ceará, que esteve praticamente na frente sempre e que à época havia o empate. "Mas logo vai desempatar, a coisa vai andar", afirmou o tucano à época.

Durante o discurso para militantes, Serra citou várias realizações de quando governou São Paulo e ainda do período em que foi ministro, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, para atacar Dilma.

Segundo ele, durante o período em que governou São Paulo, a favela de Heliópolis foi transformada em bairro e Dilma teria utilizado a infraestrutura lá implantada no programa eleitoral dela. "A imprensa vai dizer que eu ataquei a Dilma e disse que ela não fez nada lá. Isso não é uma opinião, é um fato", afirmou.

Ainda em seu pronunciamento, o candidato tucano afirmou que como ministro da Saúde triplicou a distribuição gratuita de remédio. "Já Dilma não distribuiu uma aspirina", afirmou. Serra defendeu ainda o sistema de concessão das rodovias paulistas e criticou o modelo federal. "As estradas federais continuam esburacadas."

Por fim, Serra voltou a criticar o governo federal na tentativa de intimidar e censurar a imprensa e ainda na política externa. Sem citar o Irã, Serra disse "que o PSDB não faz alianças com ditaduras que apedrejam mulheres", numa suposta referência ao governo iraniano que condenou Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, à morte por apedrejamento.

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