Serra minimiza dispensa de título de eleitor para votar

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse hoje que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a exigências de dois documentos para o eleitor votar não terá "grande consequência" para o resultado da eleição, mas afirmou ter estranhado a decisão do PT de questionar a lei às vésperas do pleito. "O PT entrou na última hora porque deve achar que o voto menos controlado o favorece", disse o tucano, em passeio num shopping de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, horas antes do debate presidencial da Rede Globo.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 19h56

Serra foi lacônico ao responder se havia mesmo conversado com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes na tarde de ontem, conforme publicou hoje o jornal Folha de S.Paulo. Segundo a reportagem, o tucano pediu para que um assessor telefonasse para Mendes e, momentos depois, o ministro pediu vistas do processo, interrompendo a votação que estava 7 a 0 a favor do pedido do PT. "Não. (Mas) se tivesse (telefonado) não teria nada demais", resumiu Serra, que preferiu não se estender sobre o assunto.

O candidato passou o dia em um hotel na praia de Copacabana, cercado por assessores. No entanto, disse que não estava se preparando para o debate. "Eu estava descansando." Segundo ele, o debate é importante porque ajuda a iluminar a cabeça do eleitor. Para ele, as pessoas estão decidindo seu voto neste momento.

Serra se disse satisfeito com a campanha e afirmou estar convencido de que irá para o segundo turno. O tucano afirmou ainda que três candidatos expuseram e apresentaram propostas. "A candidata do PT se escondeu, seja atrás do presidente da República, seja atrás do aparato partidário, seja não comparecendo a debates e entrevistas", criticou.

Livro

No início da noite, Serra desceu do quarto onde estava hospedado e, por uma passagem interna, chegou ao Shopping Cassino Atlântico, onde o comércio é restrito a galerias de arte, joalherias e lojas de antiguidade. Ele foi cumprimentado por eleitores que passeavam no local, tirou fotos ao lado de crianças e lojistas e ganhou o livro "Tucanos do Brasil" do dono de uma das galerias de arte.

Mais cedo, a assessoria do candidato havia cogitado a hipótese de ele passear pelo Forte de Copacabana, em frente ao hotel, mas foi alertada sobre a proibição de campanha em prédios públicos. O próprio Serra optou pelo passeio no shopping, em vez do calçadão de Copacabana.

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