Serra lança ações para cumprir investimentos em SP

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), apresentou medidas nesta quinta-feira que procuram garantir o investimento do Estado, previsto em 20,6 bilhões para este ano, em meio à crise financeira internacional. O valor, que inclui as inversões das empresas concessionárias, está previsto no orçamento do governo do Estado e foi acrescido em quase 6 bilhões de reais em relação ao ano passado. Durante a cerimônia, foram apresentadas medidas novas e outras já anunciadas. De acordo com Serra, o governo paulista anunciou 33 medidas no período da crise, 17 delas apresentadas nesta quinta-feira. Também durante o anúncio, o governador afirmou que "o efeito das medidas de hoje são de criar e manter 800 mil empregos no Estado". Depois da cerimônia, o secretário estadual de Planejamento, Francisco Vidal Luna, deu novas explicações sobre o volume de contratações. Segundo o secretário, a manutenção dos investimentos pelo Estado deve ajudar a manter as vagas criadas em 2008, que somaram cerca de 630 mil pelos seus cálculos, e criar 223 mil. Para Luna, se não houvesse o volume de investimentos do governo paulista, não haveria esse nível de emprego. O governador calculou em 2 milhões o número de desempregados no Estado. As ações, que foram apresentadas pelo secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, incluem a prorrogação do prazo, até dezembro, para redução do ICMS de 18 por cento para 12 por cento de alguns setores (têxteis, produtos de couro, de higiene pessoal e empresas de call center). Também desonera o ICMS para os insumos utilizados na fabricação de produtos voltados para a exportação, o chamado "drawback paulista". Incluem ainda antecipação de compras pelo Estado de bens duráveis (veículos, móveis e computadores) e adiantamento de reformas de prédios públicos. Esses dois itens somam investimentos de 1,5 bilhão de reais. Também há medidas para as micro e pequenas empresas, como facilidade de acesso ao crédito e compras prioritárias pelo Estado de produtos desse setor no valor de até 80 mil reais. As licitações públicas do Estado também serão agilizadas. "Estamos diante de uma crise cujo tamanho não se conhece. Não se sabe qual é a perda de riqueza", disse o governador, explicando que nem o governo norte-americano tem o diagnóstico preciso da situação. Serra justificou as ações afirmando que o governo do Estado está "cumprindo a sua obrigação", e evitou informar o custo das medidas. Ponderou que o governo do Estado é limitado, uma vez que não dispõe dos instrumentos de política econômica (monetária, cambial, de crédito) que são da seara do governo federal, mas não quis comentar as ações do governo Lula contra a crise. (Reportagem de Carmen Munari)

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