Serra: foi armado na Casa Civil 'esquema de quadrilha'

O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, disse hoje que as suspeitas de irregularidades na Casa Civil, envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra e familiares, apontam para a existência de um "esquema de quadrilha".

ANNE WARTH, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 17h45

O tucano ironizou declarações da sua principal adversária, a candidata Dilma Rousseff (PT), que disse hoje, em entrevista à Rede Globo, que não pode ser responsabilizada "pelo que faz o filho ou o parente de alguém". "O problema que tem no governo federal não é de filho, é de sistema", afirmou Serra, após se reunir com artistas, na capital paulista.

"Todo mundo tem o direito de se defender, mas não é um problema de ser filho ou de não ser filho, a coisa vai muito mais longe", criticou o candidato, que quis limitar a sua declaração sobre o tema. "Não quero virar cronista diário de cada novidade". Durante seu discurso, o tucano disse que o governo federal "banalizou os escândalos" ao reagir à série de denúncias de corrupção nos últimos oito anos.

Ao falar sobre a sua proposta para os Correios, caso seja eleito, Serra ironizou a recente crise na instituição e disse que irá "estatizar" a empresa. "Os Correios são do governo, mas estão sendo utilizados para fins privados". O candidato disse ainda que o PT implantou um novo tipo de patrimonialismo no Brasil. "O PT é o bolchevismo sem utopia, é o fim em si mesmo", afirmou. "Agora, temos a república sindicalista, que está lá apenas para curtir o poder", provocou.

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