Serra faz discurso de candidato a presidente em Goiânia

O ministro da Saúde, José Serra, fez discurso de candidato a presidente na reunião de cúpula do PSDB, hoje, em Goiânia. Enquanto os demais membros do partido se ocupavam com a discussão da conveniência ou não de realizar prévias para escolher o candidato tucano a presidente da República em 2002, Serra alardeava as conquistas sociais do governo e elogiava a equipe econômica com uma defesa vigorosa da austeridade fiscal e da atuação do Banco Central (BC) na crise cambial.Serra listou todas as crises pelas quais passou o País no último ano, da crise política no Senado, que, a seu ver, seria suficiente para desestabilizar qualquer governo, à ameaça de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da corrupção, passando pela crise argentina, pelo racionamento de energia e pelo ataque terrorista nos Estados Unidos."Tudo isto poderia ter levado ao naufrágio político e econômico, mas acabou mostrando o vigor da estabilidade conquistada por este governo" concluiu, ao lembrar que o valor do dólar saltou de 1,20 real para 2,70 reais, sem que isto repercutisse na inflação. Ele aposta que a capacidade do governo de administrar as crises terá efeito eleitoral positivo para a PSDB porque torna a população mais exigente quanto à capacidade administrativa do governante."Temos o patrimônio da austeridade fiscal, e isto vamos ter de manter de qualquer maneira, e como continuidade, daremos mais ênfase à política deliberada de desenvolvimento econômico" anunciou, para relacionar, em seguida, os programas sociais do governo. Citou o Funrural, o seguro-desemprego, o Bolsa-Escola, o Bolsa-Alimentação e os auxílios que constam da nova Lei Orgânica da Seguridade Social (Loas). "São conquistas irreversíveis e nenhum outro governo foi capaz de fazer tanto no campo social, apesar de todas as restrições", prosseguiu Serra.O ministro alertou para o fato de que muitos adversários vão querer se apropriar das bandeiras da social-democracia e advertiu para o "perigo" do PT light na corrida presidencial de 2002: "O Lula vem do sapo barbudo do Leonel Brizola (apelido que o presidente nacional do PDT deu ao presidente de honra petista, Luiz Inácio Lula da Silva, na disputa presidencial de 1989) ao tucano barbudo do Duda (Mendonça, o publicitário que tocará a campanha petista de 2002)."

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