Serra evita falar sobre eleições durante homenagem a Tancredo

Governador de São Paulo esquivou-se de tratar do assunto durante cerimônia no Senado Federal

Agência Brasil,

03 de março de 2010 | 12h00

Nas comemorações do centenário de Tancredo Neves, no Senado, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), esquivou-se de tratar de qualquer assunto referente à sucessão presidencial de 2010. Perguntado por jornalistas sobre as eleições de outubro na chegada ao Senado, Serra disse apenas que continua trabalhando pelo seu Estado.

 

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"Estou aqui para tratar de Tancredo Neves e não de política nacional", resumiu o governador de São Paulo que chegou atrasado à cerimônia de inauguração, no Salão Nobre, do busto do primeiro presidente civil após 20 anos de ditadura militar.

 

Serra é o nome do PSDB para a Presidência da República que trabalha, também, com a possibilidade de formar uma chapa pura que teria como vice o governador mineiro e neto de Tancredo, Aécio Neves.

 

Na chegada ao Senado, Aécio Neves também foi perguntado sobre a possibilidade de ser vice na chapa de José Serra. "Não cogito desta possibilidade", respondeu por três vezes sem dar mais qualquer declaração sobre política nacional.

 

Os discursos feitos durante a cerimônia de inauguração do busto de Tancredo Neves foram marcados pelo caráter conciliador do presidente. Coube ao neto, Aécio Neves, dar o tom que destacou o fato de Tancredo Neves ter sido um homem "do diálogo e do compromisso". Neste sentido, o governador ressaltou que este "compromisso" é um "bom exemplo a ser seguido nos dias de hoje".

 

Aécio Neves afirmou que seu avô sempre repetia que, na política, sempre "é (obter) um melhor bom acordo do que impor uma derrota".

 

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), seguiu o mesmo caminho dado por Aécio Neves em seu discurso. O deputado lembrou que Tancredo sempre foi um homem que entendia que, na política, não existem inimigos, mas adversários. "Hoje precisamos disso, conciliar as várias tendências."

 

O presidente do Senado e vice-presidente na chapa do Colégio Eleitoral que, em 1985, elegeu Tancredo Neves também ressaltou o tom conciliador do mineiro. Lembrou que, durante o enterro do presidente Getúlio Vargas, quando "o ódio e o espírito de vingança" prevaleciam, Tancredo foi voz dissonante ao pedir que este sentimento "não dividisse o País".

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