Serra evita comentar denúncias em visita ao Pará

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, mudou, pelo menos hoje, sua estratégia de atacar a adversária do PT, Dilma Rousseff, pela quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônica e de outros colegas tucanos na Receita Federal para falar dos problemas do Pará e dizer quais seus planos para o Estado caso substitua o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu não vim aqui para falar de tititi eleitoral, mas para falar de coisas boas, positivas. O Pará sempre me deixa entusiasmado", esquivou-se Serra.

CARLOS MENDES, Agência Estado

14 de setembro de 2010 | 20h02

Em vez de violação de sigilo ou as denúncias que envolvem a ministra da Casa Civil, Elenice Guerra, o candidato preferiu tratar de saúde. Ele disse que se chegar à Presidência e Simão Jatene, candidato de seu partido ao governo paraense, se eleger, pretende montar policlínicas por todo o Estado.

De acordo com Serra, as policlínicas são ambulatórios médicos com especialidades em exames que farão cerca de 150 mil consultas por mês e 400 mil exames de laboratório e de imagem. Segundo o tucano, seriam dez unidades dessas por todo o Pará.

Serra disse que houve falta de investimentos dos governos federal e estadual na saúde pública no Pará. "Lembro que quando estava ministro da Saúde alocamos recursos para o Hospital de Clínicas, fato esse que criou uma nova etapa no atendimento desse hospital", afirmou.

Estradas

Ao falar das estradas paraenses, deu uma estocada no presidente Lula ao afirmar ter havido "descaso" do governo federal com obras importantes, como as rodovias Transamazônica e Santarém-Cuiabá (MT), que até agora, apesar das promessas, ainda não foram asfaltadas. Disse ter ouvido de Jatene e do senador Flexa Ribeiro (PSDB) que neste final de semana ambos percorreram 400 quilômetros da Transamazônica e não viram uma única máquina trabalhando.

Sobre a polêmica construção da hidrelétrica de Belo Monte, entre os municípios de Senador José Porfírio e Altamira, o tucano declarou que pretende encarar o problema de frente. Na avaliação dele, a usina não começou bem, principalmente quanto às questões sociais e ambientais, mas disse que pretende "tocar a obra" e resolver os problemas.

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