Serra evita comentar ataques contra polícia de SP

Apesar de se esquivar sobre assunto, candidato apontou melhoria na segurança pública estadual

Carolina Freitas, da Agência Estado,

02 de agosto de 2010 | 17h47

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo José Serra, evitou nesta segunda-feira, 2, comentar os dois atentados cometidos neste final de semana contra policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). "Eu não tenho todos os elementos para falar a esse respeito. Eu creio que o governador Alberto Goldman (PSDB) já falou", disse Serra, após caminhada pelo bairro da Liberdade, na região central da capital paulista.

Apesar de se esquivar de responder sobre o assunto, o ex-governador elogiou a área da segurança pública no Estado. "Os dados mostram a continuidade da melhoria das condições de segurança. Começou no final da década passada com Covas (Mário Covas, ex-governador tucano), prosseguiu de maneira muito firme e impressionante durante o governo (Geraldo) Alckmin (candidato ao Palácio dos Bandeirantes nessas eleições) e nós mantivemos no nosso governo", disse José Serra. Para ele, há uma "tendência decrescente do crime" em São Paulo.

Dossiê petista. Serra também afirmou que não se surpreendeu com a notícia de um suposto dossiê envolvendo o nome de Marina Mantega, filha do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em denúncia de tráfico de influência que teria ocorrido dentro do Banco do Brasil. Ao ser questionado sobre o episódio, Serra defendeu o ministro da Fazenda: "Considero o ministro Guido Mantega um homem honrado que está no cargo defendendo o interesse público. É um homem correto."

A informação sobre o suposto dossiê foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, com base em uma carta apócrifa que circula desde maio na imprensa. A reportagem aponta o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) como suspeito de ter incentivado a produção do material, pois o parlamentar é da ala do PT vinculada ao sindicalismo bancário e essa ala do partido teria a intenção de forçar o governo a desistir de nomear um dos dirigentes do Banco do Brasil para a presidência da Previ, fundo de pensão dos funcionários da instituição. O deputado Berzoini, por meio de nota, negou qualquer tipo de envolvimento no suposto dossiê.

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