Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

'Serra está pedindo para não ir ao segundo turno', provoca Haddad

Candidato do PT ironizou propaganda tucana que chama de 'taxa do ônibus' sua proposta de Bilhete Único Mensal

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo - Texto atualizado às 19h30,

29 de agosto de 2012 | 17h31

SÃO PAULO - O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira, 19, que seu adversário José Serra (PSDB) "está pedindo para não ir para o segundo turno".

A declaração foi uma resposta a um vídeo da campanha tucana, veiculado na internet, que chama de "bilhete mensaleiro" e "taxa do ônibus" a sua proposta de criar o Bilhete Único Mensal.

"Os tucanos vivem se regozijando de conhecer várias cidades do mundo, mas em qualquer lugar do mundo o bilhete de três horas convive com o bilhete semanal e o bilhete mensal", disse Haddad, para quem a propaganda do PSDB subestima a capacidade do eleitor de compreender a proposta.

A propaganda tucana é um esforço do marqueteiro de Serra, Luiz Gonzales, para aumentar a rejeição ao nome do petista vinculando-o à taxa do lixo, criada na administração de Marta Suplicy (PT), da qual Haddad foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças.

Na peça, o narrador afirma que Haddad quer criar a "taxa do ônibus". "O Bilhete Único que ele quer criar agora é uma taxa que você paga mesmo que não use o transporte, R$ 150 por mês. Você ficou em casa vendo futebol? Paga. Você foi andar de bike no parque? Paga. Ficou jogando videogame com os amigos? Paga. Você paga tinta dias por mês, usando ou não", diz o locutor.

Em eventos de campanha, Haddad tem prometido que a tarifa mensal, de cerca de R$ 150, para uso ilimitado dos ônibus municipais não excluiria o atual modelo, de um bilhete unitário válido por três horas. "Ele (Serra) defender a taxa da Controlar e combater o Bilhete Único Mensal, realmente está pedindo para não ir para o segundo turno", ironizou.

Kassab. Para o petista, a entrada do prefeito Gilberto Kassab (PSD), na campanha com ataques à sua candidatura reflete o baixo índice de aprovação do governo municipal. Na segunda-feira, 17, o prefeito mandou Haddad "olhar para o próprio umbigo" e, na terça-feira, 18, disse que ele foi um "péssimo" ministro da Educação para São Paulo. "Deve ser muito penoso (para Kassab) chegar ao final de oito anos de mandato com 80% de reprovação", disse Haddad.

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