Serra esboça otimismo e pede ofensiva a aliados

No último discurso do primeiro turno da campanha presidencial, o candidato do PSDB, José Serra, esboçou otimismo a respeito de um novo round na disputa e conclamou uma união das lideranças tucanas para uma forte ofensiva por todo o País.

JULIA DUAILIBI E MALU DELGADO, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 00h43

Numa campanha que foi marcada pela ausência de empenho nos Estados por parte de alguns tucanos, o presidenciável disse que pedirá aos demais aliados que não viajem até novembro para fazerem parte de uma força-tarefa após 3 de outubro - pesquisas apontam diminuição da vantagem de Dilma Rousseff (PT), mas ainda não há certeza sobre um segundo turno.

"Trabalhei o tempo inteiro pela unidade. É evidente que pessoas que trabalharam pelas suas campanhas, alguns poderão ajudar muito na campanha nacional", afirmou em evento organizado pelo partido na Mooca, zona leste paulistana.

Adotando um tom mais brando, sem citar a adversária, o tucano voltou a fazer o discurso da ética. "Temos convicção de que a gente pode fazer o País avançar. Que podemos ter um governo ético, voltado para as pessoas, não para a patota. Voltado para o povo brasileiro", disse o candidato, mais tarde, em discurso para cerca de mil pessoas.

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