Serra e Haddad criticam atuação como ministros

No rádio, candidatos atacam gestões de quando eram ministros e Dilma participa da propaganda eleitoral

Guilherme Waltenberg - Agência Estado,

17 de outubro de 2012 | 09h18

Os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição para prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), usaram nesta quarta-feira o tempo da propaganda eleitoral no rádio, veiculada entre 7h e 7h20, para questionar a atuação do adversário como ministro - Haddad comandou a pasta da Educação e Serra, a da Saúde. O programa do tucano disse que Haddad não investiu na educação em São Paulo. A propaganda de Haddad criticou a situação da saúde no município.

A propaganda de Serra questionou a proposta de Haddad de construir escolas técnicas em São Paulo, caso venha a ser eleito. "O Haddad diz que criou um montão de escolas técnicas em todo o Brasil, mas sabe quantas escolas técnicas ele fez aqui em São Paulo? Nenhuma. E agora ele está prometendo fazer uma escola técnica aqui na zona norte. Mas se em sete anos como ministro não deu tempo de fazer nenhuma escola técnica aqui em São Paulo, será que agora, em quatro anos, vai dar tempo?", questionou um narrador que, em seguida, citou a atuação do governo do Estado na mesma área. "Enquanto o Haddad diz que fez 111 mil vagas de ensino técnico pelo País, nesse mesmo período o Estado de São Paulo criou 146 mil vagas", afirmou.

O ex-secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, vice de Serra, voltou à polêmica de que teria pedido verbas ao Ministério da Educação para construção de creches na capital e não teria sido atendido por Haddad. Haddad alega que a Prefeitura não teria ido atrás das verbas.

Schneider citou reportagens jornalísticas dizendo que Haddad apresentou quatro explicações diferentes para essa história. "A própria agenda pública dele provou que eu tinha ido lá buscar os recursos. Como o Haddad não nos ajudou, buscamos recursos com o governador Geraldo Alckmin", disse o vice. O programa afirmou ainda que "Haddad foi o pior ministro da Educação que o País já teve".

Já o propaganda petista também recorreu a reportagens para criticar a situação da saúde em São Paulo. "Eu estou horrorizada com o que estou vendo nos jornais sobre a saúde em São Paulo", afirmou uma narradora no início do programa. O próprio candidato continuou com as críticas: "O que me causa espanto é que o Serra foi eleito prefeito e, antes de abandonar a Prefeitura, se dizia o melhor ministro da Saúde da história e prometeu resolver o problema da saúde em São Paulo. Oito anos passados, estamos vendo que a situação piorou", atacou o candidato, que propôs a criação da Rede Hora Certa, que pretende auxiliar no agendamento e encaminhamento de pacientes para consultas médicas na cidade.

No final do programa, o candidato petista rebateu as críticas que vem sofrendo do tucano. "O Serra não tem o menor respeito pelos fatos. Distorce informações para dizer que, quando fui ministro, nada fiz por São Paulo. Fiz, Serra, e muito. E não fiz mais porque a Prefeitura não deixou", alegou.

A presidente Dilma Rousseff participou do programa de Haddad pela primeira vez no segundo turno, mas absteve-se de críticas. "Haddad está no segundo turno, na frente em todas as pesquisas, o que é uma excelente notícia para São Paulo e para o Brasil. Haddad na Prefeitura será um sopro de renovação na política brasileira", avaliou a presidente.

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