Serra e Dilma vendem política industrial ativa; Marina defende economia de baixo carbono

Petista e tucano também devem comparar as gestões dos presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso no setor

Carol Pires, do Estadão.com.br

24 Maio 2010 | 16h59

BRASÍLIA - Os discursos adotados pelos três principais presidenciáveis em encontros e palestras com empresários recentemente dão o tom de como será a sabatina, neste terça, 25, de José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), na Confederação Nacional da Indústria (CNI). O tucano e a petista devem defender uma política industrial ativa, enquanto a pré-candidata do Partido Verde deve levantar a bandeira da econômica de baixo carbono.

 

José Serra se anunciou, num encontro recente com empresário gaúchos, que será o "presidente da produção". O tucano também tem tudo para ganhar a simpatia do empresariado se repetir discurso que de, na avaliação dele, o modelo de desenvolvimento brasileiro seja baseado na indústria, e não na economia primário-exportadora.

 

Serra e Dilma Rouseff - que têm alternado na liderança das pesquisas de intenção de voto e no momento estão empatados tecnicamente - também devem comparar as gestões dos presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso no setor. Serra já disse que o regime para a indústria automotiva adotado na gestão tucana foi a "principal medida de política industrial nos últimos 25 anos".

 

A mesma crítica é disparada no sentido contrário. Dilma deve dizer que a política industrial só foi levada à sério no governo Lula e, no bolso, deve carregar os números do PAC para o setor. Também em encontro com empresário do Sul do País, Dilma citou, no mês passado, que o PAC prevê R$ 36,7 bilhões ao Fundo da Marinha Mercante. A contratação via fundo entre 1995 e 2002, tempo de FHC, o fundo somou apenas R$ 1,5 bilhão, segundo a ex-ministra.

 

A senadora Marina Silva (PV), em contrapartida, deve vender, na sabatina, a principal proposta de um eventual governo dela na área econômica: a economia de baixo carbono, que, nas palavras dela, é "poder gerar emprego sem destruir a floresta".

 

Esta será a terceira sabatina que os três pré-candidatos participam juntos este mês. Mais uma vez, para driblar a lei eleitoral, o formato do debate não permite que um inquira o outro. Um por vez (a ordem será definida por sorteio) será questionado por um grupo de empresários convidados pela CNI. Os temas abordarão 12 questões consideradas prioritárias pela confederação, como tributação e gastos públicos, relações do trabalho, educação e meio ambiente.

 

Os 12 temas fazem parte do documento "A Indústria e o Brasil - Uma agenda para Crescer Mais e Melhor", entregue aos presidenciáveis na última quinta-feira. A principal meta proposta pela CNI no documento é que o Brasil dobre a renda per capita em 15 anos, mantendo, para isso, as taxas de crescimento a 5,5% ao ano. Segundo o texto, se o País mantiver as taxas de crescimento atual, só será possível dobrar a renda per capita em 21 anos.

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