Serra e Bornhausen discutem a sucessão

Um dia depois de o deputado Inocêncio Oliveira (PFL-PE) fazer pouco caso da manutenção da aliança entre pefelistas e tucanos para a sucessão presidencial, o ministro da Saúde, José Serra, almoçou hoje com o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). O tom da conversa foi justamente o inverso do discurso do líder liberal na Câmara: a necessidade de se manter a coligação. "Mas quero um critério para saber como vamos formar a aliança", ponderou o senador Bornhausen, defendendo, porém, um diálogo permanente entre os aliados do presidente Fernando Henrique. Segundo ele, o PFL já pôs seu candidato nas ruas - a governadora Roseana Sarney (MA) - e o PSDB, no seu entender, precisa escolher o nome do candidato que apresentará aos demais partidos que dão sustentação política ao governo. "Precisamos saber quem será o candidato do PSDB para escolhermos o melhor. E temos que partir do princípio de que um eventual candidato poderá sair de qualquer partido da aliança", observou. Embora o PSDB tenha decidido realizar, depois do carnaval, uma pré-convenção para escolher o candidato ao Palácio do Planalto, o ministro José Serra já começou a trabalhar também externamente, além de procurar apoio interno em seu partido. O ministro está conversando com dirigentes de partidos aliados.Ontem ele esteve com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), partido com quem mantém relações amistosas e tem bom trânsito. Hoje, ele recebeu Jorge Bornhausen, presidente do partido que lhe é mais hostil, para um almoço em sua residência.

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