Serra é alvo de novos elogios de FHC

Pela segunda vez na mesma semana, o presidente Fernando Henrique Cardoso usou o lançamento do programa Bolsa-Alimentação para elogiar o ministro da Saúde, José Serra.No palanque montado em São José da Tapera (AL), na terça-feira passada, ele disse que Serra era o melhor ministro da saúde da história republicana.Nesta sexta-feira, em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente voltou a citar, nominalmente, Serra, afirmando que o ministro estava empenhado em fazer chegar às mães carentes noções claras e simples de nutrição. Segundo o presidente, o Bolsa-Alimentação - programa de ajuda financeira a famílias carentes - é mais do que uma ação assistencial do governo porque virá acompanhado da ação do Ministério da Saúde com a divulgação de noções básicas sobre nutrição a serem seguidas pelas mães."O ministro José Serra já está cuidando disso", afirmou Fernando Henrique. Mesmo incluindo o programa Bolsa-Escola na fala de hoje, Fernando Henrique não citou o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Ao anunciar nesta sexta, pela segunda vez, o início do Bolsa-Alimentação, o presidente afirmou que as questões econômicas e a crise mundial não interromperão os projetos sociais do governo. Segundo ele, o governo está mudando o Brasil, e as bases econômicas "estão mais fortes e seguras". "Vamos continuar fazendo um país melhor e mais justo, e mais resistente às crises", disse o presidente, ao encerrar o pronunciamento. Fernando Henrique afirmou que o dinheiro para o Bolsa-Alimentação será liberado a partir deste mês por meio de cartão magnético, como acontece com os recursos programa Bolsa-Escola federal, eliminando intermediário.Segundo o presidente, o cartão deve ser visto, pelos brasileiros, como "símbolo" das mudanças promovida pelo governo. "Com o cartão, eliminamos os intermediários", disse o presidente. "O que, durante anos, foi usado como moeda de troca para promover interesses políticos, agora, torna-se direito do cidadão", completou Fernando Henrique, dando um tom político ao finalizar o raciocínio: "É assim que se combate, sem demagogia, a corrupção." Este ano, o governo destinará R$ 272 milhões para o atendimento de 2,7 milhões de crianças (de 0 a 6 anos) e oitocentas gestantes. Cada criança receberá 15 reais por mês para complementar a alimentação, com o limite máximo de 45 reais por família cuja renda per capita seja de meio salário mínimo.Para o início do projeto, foram escolhidos os 2.313 municípios que participam do Programa Alvorada (cidades mais necessitadas do País). Com o cartão, a mãe ou a gestante poderão retirar os recursos em agências ou postos volantes da Caixa Econômica Federal (CEF). "Sem nenhuma burocracia", acrescentou Fernando Henrique. Para 2002, estão previstos R$ 572 milhões para este programa no orçamento enviado ao Congresso. A intenção do governo é estender o programa a todos os municípios brasileiros.

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