Serra e Alckmin lamentam morte de Ruth Cardoso

Governador de SP declarou luto oficial de três dias; ex-governador diz que País perdeu grande mulher

da Redação,

24 de junho de 2008 | 21h59

O governador de São Paulo, José Serra, e o ex-governador Geraldo Alckmin lamenataram na noite desta terça-feira, 24, a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Serra decretou três dias de luto oficial no Estado. "A Ruth era uma pessoa muito especial, para sua família, para seus amigos, para nosso País. Um exemplo de dignidade, delicadeza, inteligência e carinho pelas pessoas. É uma dor imensa a que sinto nesse momento. Nossa, como vai fazer falta...", diz Serra na nota.       Veja também: Ideli Salvati, líder do PT no Senado, fala sobre a morte Senador Álvaro Dias lamenta perda Morre em SP Ruth Cardoso Conheça os principais fatos da vida de Ruth Cardoso  Galeria de fotos da trajetória de Ruth Cardoso  Ruth Cardoso teve carreira marcante na academia Antropóloga, Ruth Cardoso era intelectual reconhecida 'Ruth deu novo sentido ao papel de primeira-dama'Lula: morte 'é uma grande perda' para o Brasil   Para Alckmin, o País perdeu uma "grande mulher". "O Brasil perdeu uma grande mulher, uma de suas melhores reservas morais. Dona Ruth deixa-nos bons exemplos tanto na vida acadêmica, como antropóloga e professora, quanto na vida pública, onde demonstrou extrema sensibilidade social ao fundar o Comunidade Solidária no governo do presidente Fernando Henrique, para cuidar das pessoas mais necessitadas do nosso País. Foi uma grande companheira de partido, de posições progressistas, que frequentemente nos inspirava", afirmou.   O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), também lamentou a morte de Ruth em nota. "Dona Ruth significou sempre para todos os que a conheceram um exemplo da mulher contemporânea, capaz de conciliar uma intensa atividade pública como intelectual, pesquisadora e docente a uma vida familiar que era um exemplo de austeridade, retidão e grandeza. Depois de muitas décadas ensinando gerações de estudiosos das ciências sociais no Brasil, como primeira-dama, ela encontrou energia para criar a Comunidade Solidária, um projeto importantíssimo que se enraizou no país e que será uma herança genuína e duradoura ao lado de sua importante obra acadêmica. A seus familiares, expresso a solidariedade de todos os paulistanos neste momento de dor."   Paulo Renato de Souza, deputado federal pelo PSDB e ministro da Educação do governo FHC, destacou o envolvimento social da ex-primeira-dama. "Ruth modernizou as relações da política social do governo, inclusive pela criação do programa social 'Comunidade Solidária'", declarou à Record News.   O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou que o partido perdeu uma pessoa muito competente e honrada. Segundo ele, "Ruth era uma pessoa muito admirável; todos nós reconhecemos isso durante sua vida e continuaremos reconhecendo após sua morte, pela forma honrada com que foi primeira-dama e pela competência com que implantou políticas públicas".   Garibaldi Alves (PMDB), presidente do Senado, disse que "o 'Comunidade Solidária' e outros programas colocaram Ruth na vanguarda na luta para desenvolver uma verdadeira ostensiva contra a pobreza no país."   Já Ideli Salvatti, líder do PT do Senado, destacou que "durante os oito anos de governo FHC, ela foi determinante por pautar as questões sociais no governo, e essa determinação deve ser reconhecida por todo o País."   José Gregori, ex-secretário Nacional dos Direitos Humanos e ex-ministro da Justiça, declarou que "morreu a grande primeira-dama do País. A mais importante e a que menos apareceu. Ruth sempre desempenhou papel de aconselhamento e análise, com a grande inteligência e cultura que tinha, além do grande poder de colocar as idéias em ordem."   Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo, destacou a "capacidade, sinceridade e raciocínio" de Ruth. "Ela sabia debater posições do governo e atuava muito no relacionamento com os políticos, dando conselhos. Ruth era muito importante sem que as pessoas em geral soubessem de sua importância". O vice-governador disse à Globo News que a ex-primeira-dama era autora de muitos processos "que hoje estão pelo Brasil todo." Pedro Malan, ministo da Fazenda durante o governo Fernando Henrique, disse que perdeu "uma grande amiga, e o Brasil perdeu uma mulher de grande espírito público."   Aécio Neves (PSDB), governador do Minas Gerais, disse que Ruth foi "mulher extraordinária, que dedicou sua vida a pensar no Brasil". Para o governador, ela deve ser "reverenciada não por sua orientação partidária ou atuação ao lado de FHC, mas como uma grande mulher para o Brasil".  "Amanhã [quarta-feira] vamos estar todos ao lado de sua família", completou. (ampliado às 23h25)

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