Serra diz ser contra financiamento público do trem-bala

Para candidato do PSDB, valor seria suficiente para tocar outras obras mais prioritárias

Alfredo Junqueira, de O Estado de S.Paulo/RIO,

15 Julho 2010 | 13h53

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse ser contrário à implementação do trem-bala caso o projeto conte com recursos públicos. Para o tucano, o volume de dinheiro que será investido na obra - em torno de R$ 35 bilhões - é suficiente para tocar outras iniciativas de infraestrutura mais prioritárias, em sua visão, para o País e para os Estados.

 

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"Com o dinheiro do trem-bala, dá para triplicar o metrô do Rio, fazer o Arco Rodoviário, fazer grande parte das obras de estradas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, concluir a Ferrovia Norte-Sul, completar a Transnordestina e melhorar o sistema de metrô em Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza", afirmou Serra, logo após participar de uma entrevista na rádio Tupi, no centro do Rio.

 

Na avaliação do candidato, a promessa de que o projeto do trem-bala - que deve ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas - tenha apenas recursos privados não está garantida, pois, segundo ele, parte dos recursos será subsidiada pelo BNDES, sem garantias adequadas, "o que, na prática, é dinheiro público".

 

Serra voltou a criticar sua principal concorrente nas eleições de outubro. Para ele, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, "não caminha com as próprias pernas e é fruto de marqueteiros, uma coisa construída e que não tem força própria". O tucano ainda acusou a campanha petista de fazer uso da máquina pública.

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