Serra diz ser contra a legalização do aborto

Afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da CNBB, que defendeu voto 'pró-vida'

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

13 Maio 2010 | 09h22

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, afirmou nesta quarta-feira, 12, ser contra a legalização do aborto. "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa", declarou o tucano, após entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT.

 

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Atualmente o aborto é autorizado apenas em alguns casos, como no de estupro e quando há risco de morte para mãe. A afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgada ontem, na qual há ponderações sobre o momento político nacional.

 

Segurança

 

Serra aproveitou a presença em mais um programa de TV popular para falar sobre a questão da segurança pública. Voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública e disse que, se necessário, devem ser feitas mudanças na Constituição para facilitar o combate à criminalidade.

 

O tucano destacou, no entanto, achar desnecessário promover tais alterações na lei. "Mas alguém diz: não, porque a Constituição... Então muda a Constituição, se for esse o problema. Mudam para tanta coisa, né?"

 

Serra disse ser a favor do envolvimento do governo federal no combate à violência e citou o caso da Bahia, Estado governado pelo petista Jaques Wagner, em que as estatísticas oficiais mostram a violência acima da média nacional.

 

Supervisão

 

"Acho que o governo federal tem que se envolver, inclusive para supervisionar os Estados que não estão trabalhando bem. No Brasil, como um todo, a segurança é grave. Em alguns lugares, tem evoluído mais gravemente que nos outros. E aí tem que ver o que está acontecendo. Pode ter alguns governos que não estão trabalhando bem", completou.

 

Serra falou no programa sobre a queda de 70% nos homicídios em São Paulo nos últimos dez anos. Questionado, mais tarde, sobre aumento dos homicídios no Estado no primeiro trimestre, disse: "Você tem que pegar no médio e no longo prazo. Não pode pegar um trimestre para poder raciocinar."

 

No final do programa, Ratinho fez uma série de perguntas curtas ao tucano. Serra classificou Lula como "um homem muito simpático", disse que Dilma era "uma mulher de valor, assim como Marina (Silva)" e declarou que o pedágio é "como a morte": "Coisas das quais a gente não escapa." Afirmou ainda que os políticos são "um mal necessário", mas que há exceções.

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