Serra diz que violação de dados de sua filha é crime e lembra episódio entre Collor e Lula em 1989

Candidato tucano concedeu entrevista ao Jornal da Globo na noite desta terça-feira, 31, e culpou a 'turma da Dilma' pelo vazamento

Jair Stangler/SÃO PAULO, Estadão.com.br

01 de setembro de 2010 | 00h37

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, classificou o episódio da quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, como "ato criminoso" e lembrou o ocorrido com o que houve em 1989, quando o então candidato Fernando Collor de Mello explorou uma história pessoal de seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva.

 

"Utilizar filho dos outros para ganhar a eleição, é uma coisa que eu só tinha visto o Collor fazer com o Lula, lembra?", questionou o candidato. "Agora, a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando a minha filha, que é uma mãe de três filhos, trabalhadora, para tentar fazer chantagem. Aliás, quem sabe ele tenha transferido a tecnologia", acrescentou.

 

"Se eles fazem isso campanha, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições", disse ainda o tucano.

 

Serra afirmou ainda que os dados do Imposto de Renda já estavam aparecendo em "blogs sujos do PT" desde o ano passado e que sua filha falou que acreditava que estavam vasculhando seu IR. "É um jogo sujo, é um jogo baixo", classificou. O candidato classificou como "mentira descarada" a alegação da Receita de que acessou os dados com autorização de sua filha.

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