Serra diz que tucano não faz ''loucura'' para se eleger

Governador critica ações eleitoreiras e cita fura-fila, da campanha de Pitta

Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

02 de setembro de 2009 | 00h00

Em uma só tacada, o governador de São Paulo e provável candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, diferenciou seu partido dos demais e deixou no ar uma crítica indireta às legendas. Serra disse que o tucanato pode ter "defeitos", mas não faz "loucura" para ganhar eleição. Sem apontar nomes, ele afirmou que o País está cheio de exemplos de ações eleitoreiras."No Brasil se faz muita coisa, nós não fazemos. Os tucanos podem ter defeitos, mas vocês nunca vão ver fazendo loucura na véspera de uma campanha para poder ganhar a eleição e deixando o problema para depois", discursou em cerimônia de inauguração de uma escola técnica na periferia da capital paulista.Do palco, o governador citou o fura-fila, projeto lançado na campanha de Celso Pitta, então afilhado político do prefeito Paulo Maluf (PP), mas não concluído durante sua gestão."O tal do fura-fila foi ideia de um publicitário e não servia para nada. Gastou-se uma fortuna. Nós tivemos de concluir. Mudamos o projeto e vamos transformá-lo em metrô elétrico até aqui", disse Serra.Pouco antes, o alvo de críticas do governador também por "ações eleitoreiras" havia sido a gestão de Marta Suplicy (PT)na Prefeitura de São Paulo. "Eu me lembro até hoje. Quando tomamos posse só tinha a placa. Nós fizemos. O prefeito Kassab concluiu e inaugurou", alfinetou. Serra referiu-se à construção de um Centro Educacional Unificado (CEU) em Cidade Tiradentes, local da entrega ontem da escola técnica estadual.PUBLICIDADEEm entrevista, o governador evitou polemizar sobre o assunto. Indagado se a "loucura" mencionada em discurso tinha exemplos mais atuais, ele não respondeu. "Não vou comentar. Tudo que eu tinha para falar já falei no discurso." Anteontem o governo federal fez um evento para anunciar o marco regulatório para exploração do pré-sal sob críticas de uso eleitoreiro da medida. O governador reclamou da falta de publicidade pela imprensa de suas ações de governo. Até 2010, ele promete 33 novas escolas técnicas na capital. Quando assumiu eram 14. Ao fim da solenidade, Serra - acompanhado de Kassab e do secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin - foi tomar café numa padaria a cerca de 20 metros da escola inaugurada. No caminho, o clima lembrou o de campanha eleitoral. Serra caminhou por alguns minutos, tirou fotos e distribuiu cumprimentos.

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