Serra diz que renegociará dívida do município com a União

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou hoje, em entrevista a jornalistas do Grupo Estado, que caso eleito, irá renegociar a dívida do município com a União. O tucano admite que a atitude poderá deflagrar um movimento maior de reivindicação, por parte de outras prefeituras, mas que é necessária. Segundo ele, o fato de pertencer a um partido de oposição ao governo federal não irá interferir no processo. "Ser do governo (em referência à prefeita petista Marta Suplicy) não adiantou nada, porque passou dois anos e eles não resolveram nada."O tucano reiterou que o problema "número um" do município e o fato de se gastar mais do que se arrecada. "Em 2002, foram gastos R$ 250 milhões, em 2003, quase R$ 600 milhões, e este ano vai para mais de R$ 1 bilhão. Isso, com todo o socorro federal. Vamos ter de resolver este problema a partir de janeiro, o que vai nos obrigar a cortar custos, revisar contratos e enxugar entreguismos", comenta Serra.José Serra também destacou que a renegociação da dívida, é, na verdade, uma "troca de dívidas". "O município devia a terceiros, a União também passou a dever, e o município acumulou dívida com a União. É uma troca de dívidas. Só que a dívida que você tinha, e ia pagar juros de 30%, 20%, você passa a pagar à União juros entre 6% e 9%. Portando, é um favor que o governo federal fez. E esse estoque está lá com o governo federal. Só que, pela lei, você paga até 13% da sua receita com o serviço desta dívida. Então São Paulo tem um teto, que dá mais ou menos 100 milhões por mês", explicou o candidato.O candidato do PSDB também se mostrou contrário à utilização do atual indexador da dívida do município. "O indexador, como eu levantei desde o início, foi um indexador infeliz. Ficando dentro do economês: essa dívida é um ativo da União. O ativo da União se cancela com o passivo do Estado em um agregado, que não aparece nos cálculos do Fundo Monetário", argumentou Serra.

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