Serra diz que proposta de pacto feita por Dirceu é ?factóide?

O pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, disse que considera "factóide", a proposta feita pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, de um pacto nacional para enfrentar as crises externas. "Não há crise internacional apavorante pela frente", disse Serra, após participar da reunião da executiva nacional do PSDB, no Senado. Para ele, o governo tem que unificar suas propostas. "O próprio Dirceu fez uma análise da área econômica com a qual a própria equipe econômica não concorda", afirmou. Na avaliação de Serra, ao propor o pacto, o governo parece querer jogar "no colo da oposição" os problemas que caberia ao próprio governo resolver. Em relação às declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que chamou o presidente do Banco central de "maior sabotador" do País, o candidato disse que é preciso que as forças do governo se unifiquem. "Quem está falando em nome de quem?", questionou. Serra avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está livre para participar da campanha em favor da prefeita Marta Suplicy. "Ele é livre para atuar e não temos nenhum constrangimento. Não tem problema ele participar". Para Serra, a interferência de Lula para compor uma chapa, que não seja puramente do PT, não tem relevância. "Até porque São Paulo é a maior cidade do Brasil e lá vivem pessoas de todo o País. São Paulo e Salvador é onde o desemprego é mais sério e, é obvio, que as questões nacionais vão estar presentes. Mas os eleitores vão decidir em função das questões locais", disse Serra.Ele afirmou que pretende definir o mais rápido possível as suas alianças. "Estamos abertos para a composição de alianças que envolvam o candidato a vice-prefeito do PSDB", declarou depois da reunião da executiva nacional do partido, que decidiu votar contra a emenda da reeleição para os presidentes da Câmara dos Deputados e Senado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.