Serra diz que lutará por votos 'até o último momento'

'Eleição é uma partida que se trava no dia', afirmou tucano ao apelar para que eleitores se mobilizem

Anne Warth e André Mascarenhas,

21 de setembro de 2010 | 16h41

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, defendeu nesta terça-feira, 21, que as eleições ainda não estão decididas e que vai batalhar até o último momento na disputa pelos votos. Segundo o tucano, as eleições não são como um campeonato em que os times jogam e não conseguem recuperar-se a partir de determinado momento. "Eleição é uma partida que se trava no dia", afirmou.

 

Serra fez as declarações ao fim de um encontro com artistas e produtores culturais em São Paulo. Após discursar, o tucano fez um apelo para que haja uma maior mobilização em prol de sua candidatura. "Não tenho o costume de pedir votos, porque pra mim isso parece implícito, mas vou pedir hoje. E peço que vocês multipliquem esses votos", disse.

 

 

Segundo o tucano, o momento é de manter o otimismo diante dos eleitores. "Se estivermos mobilizados, nós poderemos ganhar", disse. "A eleição não esta definida. Então temos que dar a batalha até o último momento."

Serra, que já disputou nove eleições ao longo da carreira política, contou ainda que nunca foi tão bem recebido pelos eleitores em todo o País. "Estou na minha nona eleição e nunca tive uma acolhida como agora. Inegavelmente, há um apoio no Brasil profundo muito forte. Vejo pessoas carinhosas e aflitas. Nunca houve nada parecido no olhar, no abraço e nas palavras, e é isso que me dá forças", afirmou.

"Por todo lado, as pessoas chegam para mim e falam: 'Escuta, quem vota na Dilma? Porque eu não conheço ninguém'. É claro que é um exagero de linguagem, mas eu vejo isso pelo Brasil inteiro. Não acho que as pesquisas sejam desonestas - pelo menos a maior parte delas é honesta -, mas é um fenômeno", afirmou o candidato.

Momento. O tucano aproveitou suas considerações finais para fazer uma avaliação do cenário eleitoral. "O momento que o País vive é decisivo. Porque se banalizou o escândalo, o nepotismo e o empreguismo", disse. Segundo Serra, a chegada do PT ao poder proporcionou a formação de uma "república sindicalista". "Há um novo patrimonialismo no Brasil", atacou. "É o bolchevismo sem utopia." 

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