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Serra diz que herança do governo Dilma será adversa

Ex-governador afirmou também que qualquer governo que sucedesse o governo Lula teria dificuldade enormes

Gustavo Porto - Agência Estado,

24 de julho de 2013 | 16h08

São Paulo - O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) afirmou na tarde desta quarta-feira, 24, em conferência organizada pela GO Associados, que a herança do governo da presidente Dilma Rousseff para o próximo “vai ser muito adversa, com nós enormes”, por conta dos problemas fiscais e de infraestrutura. “É uma herança mais adversa da que recebeu, que já era muito adversa”, disse.

Serra afirmou também que, qualquer que fosse o governo que sucedesse o governo Lula, “as dificuldade seriam enormes” para a gestão pública, diante do cenário de crise. “Como candidato a presidente tinha receio de ganhar e enfrentar essas dificuldades”, admitiu Serra, que foi derrotado na disputa com a atual presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2010.

Segundo ele, a situação econômica em 2014 vai continuar “o mais do mesmo”, sem ações para suprir os gargalos de infraestrutura e de outras áreas, como a saúde. “Em vez de consumir o tempo com infraestrutura, consome com satanização dos médicos, com a discussão do plebiscito. O governo joga sempre para piorar as expectativas e isso é impressionante”, afirmou.

O ex-governador repetiu a avaliação de que “o que falta hoje no Brasil é governo” e disse não se lembrar de um time “tão fraco” de auxiliares como o atual grupo de ministros. “Lembra-me os seis últimos meses do governo Jango (João Goulart), ou 1992, no governo Collor”, disse Serra, citando, respectivamente, o ex-presidente deposto pelo golpe militar e o atual senador, que renunciou. “Chefes de executivo que se cercam por gente mais fraca são uma praga na vida pública. Não dá para pedir bom governo, mas é preciso algum governo”, cobrou.

Serra avaliou ainda que a antecipação da campanha eleitoral foi negativa e pediu a unidade grande entre críticos e opositores em 2014, sem citar nomes. “O período precisa ser preenchido com o debate de propostas e menos com candidatura stricto sensu”.

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