Werther Santana/AE
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Serra diz que Haddad faz 'futrica' ao explicar kit anti-homofobia

Para o tucano, o 'kit gay' só ganhou dimensão eleitoral por ter sido uma 'trapalhada' de Haddad

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo,

16 de outubro de 2012 | 15h00

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse nesta terça-feira, 16, que seu adversário Fernando Haddad (PT) faz "futrica" quando tenta explicar o kit anti-homofobia, material didático encomendado pelo Ministério da Educação quando o petista esteve à frente da pasta. Segundo Serra, o kit gay, como ele ficou conhecido, só ganhou dimensão eleitoral por ter sido uma "trapalhada" de Haddad.

"Está ganhando dimensão porque o Haddad entrou numa trapalhada. Então eles (PT) têm que intrigar, ganham a imprensa para isso e faz onda. Ele é quem tem que explicar por que fez um trabalho tão mal feito, por que a presidente Dilma (Rousseff) revogou e por que ficaram R$ 800 mil pagos e (não ter) nenhum retorno. O resto que ele (Haddad) faz é procurar sair dessa. E aí usa futrica", disse Serra depois de visitar o bairro Cursino, na zona sul da capital.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, publicou carta aberta ao candidato José Serra (PSDB) de repúdio ao debate sobre o chamado "kit gay" como "arma eleitoral". Reis afirmou que Serra foi preconceituoso ao classificar o material como "malfeito, com aspectos ridículos e impróprios" numa entrevista publicada no domingo pelo Estado.

Na última segunda, Haddad acusou o tucano de ter omitido o fato de já ter elaborado, segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, um "material similar ao kit anti-homofobia do MEC", em 2009, quando foi governador do Estado. Serra, contudo, negou omissão.

"Não. Omitindo por quê? Se você vai no LGBT do PSDB está tudo lá. Eu não tenho nenhum problema com essa questão, nenhum mal entendido. Foi feito dum trabalho que em desde 1996. Nunca houve problema, nunca houve contestação", afirmou.

Na segunda, o candidato do PSDB criticou a publicação e negou a semelhança entre os materiais. Disse que a cartilha elaborada em sua gestão no governo do Estado envolvia combate de preconceitos religiosos e defendia o fortalecimento à família.

Serra se irritou com uma repórter quando foi questionado sobre esclarecimentos do material didático que produziu em 2009. "Eu acho que não está faltando esclarecer nada, é só ler", afirmou o tucano.

Ele também voltou a associar a imagem de Haddad à do ex-ministro José Dirceu, condenado na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção ativa.

"O Haddad só faz ataques pessoais. É ao melhor estilo José Dirceu, eles estão cada vez moais parecidos. Quando você aponta um problema ele diz que é ataque pessoal e é ele quem faz. Basta olhar a televisão", disse.

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