Serra diz que é favorável ao fim da reeleição

O prefeito de São Paulo e um dos nomes cotados do PSDB para disputar a presidência da República nessas eleições, José Serra, afirmou hoje (dia 24), após encontro com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em Belo Horizonte, que é favorável ao fim da reeleição no País. "Eu acabaria com a reeleição, pois acho que a reeleição no Brasil não deu certo", garantiu o prefeito. A proposta de acabar com a reeleição também vem sendo defendida pelo governador Aécio.Após o encontro, Serra minimizou a avaliação de especialistas em pesquisas eleitorais, de que estaria em curso um movimento de recuperação na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, em contrapartida, uma redução das intenções de votos em torno de seu nome. A análise foi feita comparando os resultados da pesquisa Ibope/IstoÉ, divulgada este mês e a CNI/Ibope, apresentada em dezembro. "Eu acho que pesquisa a gente nunca pode dizer que chegou no limite de nada. É temerário", afirmou.Serra voltou a criticar o presidente Lula, que na sua avaliação estaria se aproveitando do cargo para fazer campanha. O prefeito disse que a rotina de viagens realizadas por Lula nos últimos meses não pode ser comparada à agenda do então candidato à reeleição, Fernando Henrique Cardoso, em 1998. "Eu não me lembro do Fernando Henrique ter feito a mesma coisa", disse. Aécio e Serra reforçaram as críticas ao governo federal em relação ao fraco desempenho econômico do País no ano passado. O prefeito paulista citou que em 2005, o Brasil só teve melhor desempenho que o Haiti, levando em conta que os fatores econômicos internacionais estão favoráveis. "O Brasil ficou para trás de todo mundo. Nenhum governo teve esse céu de brigadeiro internacional e apesar disso, a economia e o emprego têm tido um comportamento medíocre. Isso é indiscutível", avaliou Serra.Para o governador mineiro, o baixo crescimento econômico brasileiro será justamente o grande teste de Lula na campanha presidencial. Segundo ele, o presidente terá que iniciar a campanha de forma diferente, pois "não haverá mais espaço para o Lula messiânico que prometia o céu aqui na terra". "Nós devemos ter muito pé no chão para compreender que ele será sempre um candidato competitivo. Mas nós do PSDB nunca tivemos uma chance tão concreta e tão consistente de vencer as eleições", acredita.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.