Serra diz que Dilma 'joga contra' aumento do mínimo

O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, rebateu hoje (23), no horário eleitoral gratuito, críticas do PT às suas promessas de campanha. Em comício na cidade de Curitiba, ontem (22), a presidenciável Dilma Rousseff (PT) acusou o tucano de prometer "mundos e fundos" durante a eleição, pensando que o "povo é tolo". Na TV, Serra acusou os adversários de estarem "jogando contra" ao que é "bom para a maioria". "Foi só eu falar que ia aumentar o salário mínimo e as aposentadorias que apareceu gente falando que é muito, que não vai dar, que é arriscado", disse o candidato. "É sempre assim. Quando a gente pensa uma coisa boa para a maioria, tem sempre gente jogando contra."

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 21h52

O tucano disse já estar acostumado a enfrentar pressões, lembrando iniciativas como a viabilização do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e dos genéricos no Brasil. "Todo mundo dizia que não ia dar para fazer. Nós enfrentamos e fizemos", disse o candidato, que reafirmou as promessas criticadas pela adversária. "O salário mínimo irá para R$ 600 e haverá aumento de 10% no pagamento de aposentados e pensionistas."

O PT priorizou as iniciativas do governo federal nas áreas de tecnologia e ciência, apresentando mais uma vez Dilma Rousseff como a herdeira das realizações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A propaganda teve início com uma linha do tempo, na qual as trajetórias de Lula e Dilma foram comparadas. "Um dia, essas histórias se uniram", destacou o locutor.

A candidata se comprometeu ampliar a produção de biocombustíveis no Brasil e a investir em energia sustentável. "Vamos ampliar a liderança mundial do País na produção de energia limpa." A candidata listou obras na área de energia como o Parque Eólico de Osório, no Rio Grande do Sul. E voltou a prometer, em um eventual novo governo do PT, a criação de 6 mil creches e pré-escolas e a construção de 2 milhões de moradias.

Em clima de comemoração, a propaganda do PV destacou o crescimento da candidata Marina Silva nas pesquisas de intenções de voto e voltou a ressaltar que há no Brasil uma espécie de "onda verde". "A força que eu vejo nas rua é muito mais forte do que as pesquisas mostram", disse a presidenciável.

O cantor Caetano Veloso voltou a se posicionar como eleitor de Marina e a cantora Adriana Calcanhotto cantou alguns versos do jingle que fez para a campanha da candidata. "Ela é da Silva, ela é da Selva", destaca trecho da música. No final da peça, a candidata comparou sua participação na disputa eleitoral como a luta bíblica entre Davi e Golias. "Se Davi enfrentou Golias apenas com uma pedra, você pode fazer do seu voto a pedrinha nessa disputa", disse.

O PSOL de Plínio de Arruda Sampaio também abordou o tema habitação e criticou os outros candidatos por "não mostrarem a realidade dos brasileiros" que vivem em favelas e sofrem com as enchentes. "Serra, Dilma e Marina estão ou já estiveram no governo", afirmou o apresentador.

José Maria Eymael, do PSDC, defendeu a criação de um Ministério da Família para preservar a comunidade e a educação. Levy Fidelix, do PRTB, disse que a eleição deste ano será um marco porque obrigará o próximo governante a implementar a reforma tributária. Os candidatos Zé Maria, do PSTU, e Ivan Pinheiro, do PCB, criticaram as gestões do PSDB e do PT à frente do Palácio do Planalto.

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