Serra diz que crítica de Lula ao real é ?estapafúrdia?

O presidente do PSDB, José Serra, classificou de "estapafúrdia" a declaração do presidente Lula, que, em discurso em Rio Verde (GO), disse hoje que tomou a decisão de não inventar na área econômica, "nenhuma daquelas coisas" que depois de algum tempo dão prejuízo para o povo mais pobre, como os planos Collor, Verão, Bresser e Cruzado e o Plano Real. "Evidentemente, é uma declaração estapafúrdia. O Plano Collor não conseguiu estabilizar a economia e quebrou as regras do jogo. O Plano Real, muito pelo contrário, foi um plano que deu certo e estabilizou a economia até hoje", afirmou Serra no Congresso. Ele citou como um dos benefícios do Plano Real o fato de que "a inflação deixou a casa dos quatro/cinco dígitos para ficar abaixo de um dígito ao ano."Segundo Serra, esse plano, editado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), "foi extremamente bem sucedido, é um plano de estabilização, e é assim que deve ser compreendido". O presidente do PSDB disse que, com sinceridade, nem acredita que Lula tenha feito a crítica ao real. "Mostra a falta de coerência permanente do governo, do PT, inclusive do chefe do governo, que numa hora diz uma coisa, e noutra hora diz outra." Serra comentou ainda que a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de proibir os Estados Unidos de subsidiarem a produção de algodão resultou de uma iniciativa do governo Fernando Henrique, e não do governo Lula. Serra lembrou que o embaixador do Brasil na OMC era Celso Amorim, atual chanceler.Para Serra, a crítica de Lula ao Plano Real significa que o atual governo "continua fixado no retrovisor". O dirigente tucano disse que, quando se elege um governo, a expectativa é a de que ele olhe para a frente, não para trás. "Ficar analisando Plano Real e Plano Collor ... tenha paciência! Além de errada (a declaração de Lula), não tem nada a ver. Qual o plano de desenvolvimento do governo, quais as propostas para resolver o desemprego?" Serra sugeriu que o governo Lula se preocupe em buscar geração de emprego nos fina nciamentos feitos pelo BNDES, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. Segundo ele, esses bancos federais dão "dezenas de bilhões" em financiamentos por ano.

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