Felipe Rau/AE
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Serra diz que bilhete mensal de Haddad é jogada eleitoral

Tucano apoia a progressão continuada no ensino público e a cobrança da taxa de inspeção veicular

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

31 de agosto de 2012 | 18h05

Em continuidade à série Entrevistas Estadão, nesta sexta-feira, 31, o candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, José Serra, afirmou que a proposta de bilhete único mensal do petista Fernando Haddad é "uma jogada eleitoral" e não trata das questões fundamentais da mobilidade urbana, que segundo o tucano, seriam a falta de metrô e de corredores de ônibus, além do conforto no transporte.

A respeito de mais um embate com o PT, Serra declarou que não foi quebra de sigilo pela Prefeitura divulgar as informações sobre o prontuário do caminhoneiro José Machado, porque foi "um serviço de utilidade pública". Para ele, a propaganda eleitoral de Haddad, em que o paciente diz esperar há 2 anos por uma cirurgia de catarata na rede municipal é "uma farsa do PT". O tucano atacou a campanha do adversário, dizendo que Machado não tinha catarata e o "PT montou uma mentira escancarada, vergonhosa. Colocar a culpa na Prefeitura é uma demasia".

Ressaltando sua experiência eleitoral, o tucano avaliou que a eleição para governador de São Paulo foi a mais fácil que já disputou e justificou a saída do mandato da prefeitura a aprovação da sua candidatura pela população. Desta vez, o candidato falou que vai ser "para valer, para ficar" e não vai concorrer novamente à presidência. Questionado sobre as pesquisas de intenção de voto, Serra respondeu que não acompanha detalhes, mas garante que estará no 2ª turno. "Ainda tem muita campanha pela frente. Em geral, não comento pesquisa, se não, você não faz campanha". Para o tucano, o alto índice de rejeição é "natural", por ele ser "de longe o candidato mais conhecido" e isso não reflete em "aspectos morais de sua pessoa".

 

Propostas. Serra afirmou que vai manter a progressão continuada no ensino público de "maneira responsável". Segundo o tucano, "o que foi feito na gestão do PT foi devastador, com 75 mil alunos em escolas de lata e sem dois professores na sala". O candidatou prometeu a criação de centros de treinamento permanente para professores para melhorar a qualidade da Educação. O postulante pontuou que apoia o tempo integral nas escolas, mas "desde que exista, não adianta falar da boca para fora, tem que ter instalações, programa", alfinetou. Serra ainda propôs a construção de creches próximas às estações de metrô e de trens e enfatizou que o número de unidades cresceu desde que ele foi prefeito.

O candidato disse que é preciso investir em tecnologia na área de segurança e prometeu duplicar a Operação Delegada, em que policiais militares trabalham para Prefeitura. Serra desmentiu Celso Russomanno ao dizer que foi um projeto criado por ele, não pelo candidato do PRB, e que já existe desde 2009. "Imagina o grau de ignorância a respeito porque já está funcionando".

No transporte, Serra ressaltou suas realizações quando governador e propôs a continuidade de projetos em andamento. Segundo ele, o monotrilho Expresso Tiradentes, é "o melhor avaliado de São Paulo", e a compra de 280 trens durante sua gestão foi "a maior já feita". O tucano também comentou sobre a modernização da linha 9-Esmeralda e concluiu que a "CPTM está ficando com padrão de metrô". Serra disse que para a zona leste, haverá uma nova linha licitada próximo ano, que parte da Vila Prudente até a cidade de Guarulhos.

Ao contrário de seus rivais que prometeram o fim da taxa de inspeção veicular da Controlar, Serra apoiou a continuidade. De acordo com ele, "Se a prefeitura for pagar a inspeção, paga quem tem carro e quem não tem, o que é injusto, todos estarão pagando". O candidato ainda afirmou que para a inspeção funcionar direito teria que ser implementada em todo estado de São Paulo e também no Brasil.

Para a área da saúde, Serra lembrou sua experiência como Ministro da Saúde e disse que em sua gestão contribuiu para a informatização do sistema e o aumento da distribuição de medicamentos. O tucano propôs criar "gerentes de saúde" para atuar na organização e agendamentos nas unidades.

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