Serra diz que bandido tem de ser 'engaiolado'

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse hoje que "bandido tem de ser enfrentado com dureza". "Você tem de engaiolar", afirmou, em entrevista ao Programa "Brasil Urgente", apresentado por José Luiz Datena na TV Bandeirantes.

ANNE WARTH, Agência Estado

26 de abril de 2010 | 19h43

Serra citou casos de notoriedade pública, como o de Guilherme de Pádua, assassino de Daniela Perez, em 1992, e de Champinha, que matou Liana Friedenbach e Felippe Caffé em 2003. "Aquele rapaz que matou a filha da Glória Perez, eu fico revoltado. O problema no Brasil é impunidade", afirmou. "Nós impedimos que o Champinha fosse solto", disse, citando que o adolescente seria solto depois de cumprir pena na Fundação Casa (antiga Febem) e completar maioridade, mas acabou sendo internado por tempo indeterminado na clínica psiquiátrica do Hospital de Tratamento e Custódia, por interferência do Estado.

Ao falar sobre o pedreiro Admar de Jesus, de Luziânia, que voltou a cometer crimes depois de ser solto, ele criticou o fim da lei que exigia exame criminológico. "Essa lei foi revogada em 2003. O presidente não era Fernando Henrique Cardoso. Foi uma decisão do Congresso Nacional e precisou de apoio do governo."

De acordo com Serra, é falso o dilema entre construir escolas e prisões. "Tem de fazer as duas", reforçou. "O governo federal tem de entrar como coordenador na questão da segurança. Tem de entrar a todo vapor nisso, a situação no Brasil é gravíssima."

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