Serra, Dilma e Marina gastarão mais de R$ 400 milhões durante campanha

Previsões de despesas dos candidatos foram apresentadas junto ao pedido de registro de candidatura, cujo prazo foi encerrado na segunda-feira, 5

Vannildo Mendes / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

06 Julho 2010 | 00h01

Encerrado na segunda-feira, 5, o prazo da Justiça Eleitoral para registro de candidaturas, nove partidos se habilitaram a disputar a Presidência da República. Os três líderes das pesquisas na corrida sucessória vão gastar R$ 434 milhões juntos.

 

O candidato do PSDB, José Serra, estimou um gasto de R$ 180 milhões, R$ 23 milhões a mais que a candidata da situação, Dilma Rousseff (PT), que calculou sua despesa em R$ 157 milhões. Marina Silva (PV), que aparece em terceiro lugar nas últimas pesquisas de intenção de voto, estimou o custo de sua campanha em R$ 97 milhões.

 

Os demais partidos registrados na disputa foram Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Pimenta (PCO), Levy Fidelix (PRTB), José Maria de Almeida (PSTU), José Maria Eymael (PSDC) e Ivan Pinheiro (PCB). O pedido de registro inclui, além da previsão de gastos, a declaração de bens e um resumo do programa de governo de cada candidato.

 

Entre os candidatos a presidente, o de maior patrimônio é Eymael, que declarou um patrimônio de R$ 3,1 milhões, quase a metade disso só em aplicações financeiras. O com menos bens é José Maria de Almeida, que declarou a propriedade de um automóvel gol Power 1.6, ano 2006, avaliado em R$ 16 mil. É também o que menos vai gastar: R$ 300 mil.

 

À frente da coligação "O Brasil pode mais", Serra declarou um patrimônio de R$ 1.421.254,87. A maior parte vem de aplicação em fundos renda fixa na Caixa (R$ 414,5 mil), de um plano de previdência privada (R$ 329,3 mil) e do fundo de investimento financeiro Santander/Banespa (R$ 240 mil). O patrimônio é semelhante ao de seu vice, Índio da Costa (DEM), R$ 1.448.230,18. Índio tem a maior fatia também em fundos de investimento (R$ 401,7 mil), mas seu patrimônio é mais diversificado e inclui um barco no valor de R$ 206,6 mil e um ultraleve, avaliado em R$ 170,9 mil.

 

Dilma Rousseff declarou um patrimônio de R$ 1,06 milhão, incluindo dois apartamentos em Porto Alegre (RS) – avaliados em R$ 250 mil e 290 mil, um apartamento em Belo Horizonte (MG), que vale R$ 118 mil, e um Fiat Tipo 1996, no valor de R$ 30 mil. O registro da chapa mostra que o candidato a vice, Michel Temer (PMDB) tem patrimônio superior a R$ 6 milhões, quase seis vezes maior.

 

Bilhão. Primeira candidata a registrar pedido na quinta-feira passada, Marina declarou um patrimônio de R$ 150 mil (casa em Rio Branco, dois lotes e um saldo de R$ 46,8 mil em conta bancária). O que chama a atenção no registro do PV é o patrimônio bilionário do vice, Guilherme Leal, dono da Natura: R$ 1.197.729.991. É tanto dinheiro que o TSE se confundiu na cifra e deixou de fora uma "migalha" de R$ 2,4 milhões de uma aplicação financeira que ficou apagada na última linha da relação de bens. O troco esquecido é quase dez vezes mais que o patrimônio de Marina. A aplicação mais abastada soma R$ 625 milhões, no fundo de investimento administrado pelo Banco Itaú.

 

Os programas de governo foram apresentados de forma sintética. À noite, Dilma mandou emissários ao TSE substituir o programa de governo.

 

O texto, por equívoco, foi o aprovado no congresso do PT e foi inserido só para atender à legislação. À noite, novo texto com sugestões do PMDB foi protocolado no TSE para substituir o anterior. Mesmo assim, os advogados explicaram que é provisório e mais adiante será acrescido de sugestões dos demais partidos da coligação no programa definitivo.

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