Serra deve deixar prefeitura no final desta semana, diz Tasso

A pressão sob o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), para que deixe o cargo e concorra ao governo do Estado na eleição deste ano tem sido muito grande dentro do PSDB e também entre partidos aliados. Por isso, o prefeito deve deixar o cargo no final desta semana para disputar o pleito estadual. A análise é do presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). Para ele, a decisão deve sair nos próximos dias."O prefeito resiste a lançar candidatura pelos mesmos motivos que o fez não tentar a candidatura à Presidência da República", disse Tasso, referindo-se aos compromissos firmados por Serra em 2004 de que, se eleito, não deixaria a prefeitura paulistana para disputar a eleição de 2006. "Mas como o prefeito não mudará de São Paulo (se eleito governador) continuará praticamente governando (a cidade de) São Paulo. A resistência dele pode estar minando", opinou.AngústiasTasso, que deve se encontrar nesta segunda-feira com Serra, acredita que "a probabilidade, a cada dia que passa, é maior para que o prefeito seja candidato". No entanto, o senador entende que caberá somente ao prefeito decidir pela candidatura e, se for candidato, quando será feito o anúncio. "Vamos aceitar o prazo dele porque entendemos as angústias de Serra, que está fazendo uma grande administração na prefeitura e por isso enfrenta dificuldades para deixar o cargo", ponderou.Sobre o encontro que teve com Alckmin, o senador cearense afirmou que, a partir da semana que vem, Alckmin trabalhará no escritório do PSDB em Brasília, onde será o quartel general da campanha presidencial tucana. No encontro, Tasso e Alckmin decidiram que o programa de governo será desenhado após a realização de seminários nacionais, nos quais Alckmin trocará opiniões e experiências com integrantes do PSDB, de partidos aliados e de representantes da sociedade civil. O coordenador da campanha de Alckmin será anunciado, de acordo com Tasso, nos próximos dias, após a escolha do próprio governador, enquanto o senador cumprirá o papel de coordenador geral da campanha do PSDB, auxiliando os candidatos a governador e senador do partido.

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