Antonio Cruz/Agência Brasil
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Serra defende mínimo de R$ 600 e prega união no PSDB

O ex-governador afirmou que valor é 'factível' e que as contas públicas podem suportar essa proposta

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

09 de fevereiro de 2011 | 13h59

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) pregou a unidade do partido e uma atuação forte da oposição ao governo Dilma Rousseff (PT), em reunião da bancada tucana na Câmara. Ele afirmou que o salário mínimo de R$ 600 é "factível" e que as contas públicas podem suportar esse valor.

Serra disse que irá ao Senado, se for convidado, para defender um aumento maior do salário mínimo. O convite deve partir do senador mineiro Itamar Franco (PPS). A elevação do mínimo para R$ 600 foi uma das principais promessas da campanha de Serra à presidência, no ano passado. "Apresentei essa proposta e posso fundamentá-la. E apresentarei as principais questões que me levaram a fazer essa proposta, que envolve não só o financiamento direto de um mínimo menos indecente do que é hoje, como também as questões correlacionadas da nossa economia", disse.

Em sua participação na reunião da bancada, Serra repetiu mais de uma vez que tucano não pode falar mal de tucano. O PSDB está dividido entre os aliados de Serra e os seguidores do senador Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais. "O 11º mandamento deve ser: não atacar o seu colega de partido para não servires ao adversário", disse Serra. O líder da bancada do partido, deputado Duarte Nogueira (SP), fez coro: "Temos de ter um bom convívio para que tucano não bique tucano".

Serra defendeu uma fiscalização rigorosa do governo. "A bancada tem obrigação de controlar as obras desse falado PAC, que nunca foi o que se dizia. Não faz nada e não tem dinheiro no Orçamento", criticou, ressaltando que a fiscalização deve se estender a todas as áreas.

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