Serra defende 'harmonia' de equipes de BC e ministérios

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra (PSDB), disse hoje no Rio de Janeiro que a escolha de uma equipe harmônica para cargos no Banco Central (BC) e nos ministérios da Fazenda e do Planejamento é o ponto de partida para a ampla mudança que ele pretende fazer, caso seja eleito, na política econômica do País. Segundo o tucano, a escolha dos integrantes dessas três instituições é fundamental para realizar alterações graduais necessárias para estimular a produção interna e a geração de empregos.

ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 14h35

"Eu creio que o ponto de partida é ter uma equipe harmônica. Banco Central, Planejamento e Fazenda atuarem planejada e integradamente. Conjuntamente. Com isso, você pode fazer mudanças graduais seguras de política econômica que favoreçam mais a produção e a geração de empregos no Brasil. Inclusive as nossas exportações", disse o candidato, logo após participar de uma entrevista na Rádio Tupi, no Rio.

"Você hoje tem um quadro de juros e taxas de câmbio que não são favoráveis ao crescimento e ao equilíbrio econômico. Funciona a curto prazo, mas a médio e longo prazo, não funciona. Mas você não vai corrigir essa situação com mudanças bruscas. Você começa a corrigir essa situação pondo no governo uma equipe integrada, com os mesmos objetivos e trabalhando em comum, e de alta qualidade", explicou. O tucano não quis, no entanto, dizer se achava que atual equipe econômica trabalha sem integração e de forma desarmônica. "É isso o que eu tinha a dizer", cortou.

Serra ainda comentou a reportagem do jornal Folha de S.Paulo que revelou que inquérito da Polícia Federal (PF) comprovaria a ligação entre o jornalista Amaury Ribeiro Junior, que participou de reunião da equipe de inteligência da pré-campanha do PT, e o despachante Dirceu Garcia, que teria intermediado a compra dos dados obtidos a partir da quebra dos sigilos fiscais de líderes do PSDB e de integrantes da família do candidato.

Segundo ele, essa é a eleição em que mais houve uso de máquina e espionagem durante a campanha. "Isso não é novidade. Usar isso, usar máquina pública, usar ministros, empresas. Nunca houve no Brasil um uso de máquina e uma pressão de dossiê de espionagem e de mentiras tão grande como agora. Eu não me lembro de nenhuma eleição parecida", disse.

Parceria

Ao longo da entrevista à Rádio Tupi, Serra voltou a afirmar que, se eleito, vai governar em parceria com todos os governadores e prefeitos, independentemente de suas filiações partidárias. Prometeu investimentos de R$ 15 bilhões em saúde pública, sendo R$ 3 bilhões para saneamento e R$ 12 bilhões para saúde da mulher e infantil.

Disse ainda que promoverá uma reforma administrativa, na qual pretende enxugar a máquina do Estado e dar prioridade à contratação nas áreas de saúde, segurança pública e educação.

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