Serra defende gestão tucana em SP

O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra, defendeu neste sábado as gestões tucanas na área de transportes e de meio ambiente. Serra comparou a situação do transporte público atual com a de 2004, quando ele assumiu a Prefeitura paulistana após gestão de Marta Suplicy, do PT. "Antes o transporte coletivo, de ônibus, trem e metro, respondia por 45% (dos deslocamentos) e agora subiu para 55%. O transporte individual (carros) maximiza a emissão do CO2 (gás carbônico)", afirmou, durante discurso na convenção do PV que ratificou o apoio da sigla à sua candidatura.

RODRIGO PETRY, Agência Estado

16 Junho 2012 | 16h13

Aos correligionários do PV, Serra elencou as ações tucanas na área ambiental em São Paulo, entre as quais a construção do Rodoanel Sul, com o pagamento de cerca de R$ 500 milhões, equivalente a 10% da obra, em compensações ao meio ambiente. Ele destacou ainda os R$ 4 bilhões investidos pelo Governo Federal, Estado e prefeituras de São Paulo e ABC paulista nas represas de Guarapiranga e Billings, na região da zona sul da capital paulista, para mudança das famílias de área de risco.

Na convenção, além do apoio ao nome de Serra e da indicação do secretário municipal de São Paulo, Eduardo Jorge, como possível vice de Serra, o PV estabeleceu a chapa de 88 nomes para concorrer ao cargo de vereador em São Paulo. Em meio à disputa entre grupos do PSDB favoráveis e contrários à coligação entre vários partidos na escolha de uma chapa única para vereadores, Serra afirmou ser fundamental o apoio dos vereadores à candidatura majoritária da chapa.

"Como num jogo de xadrez, os vereadores são como peões, sem eles somos derrotados. Às vezes, um peão derruba a rainha e dá o cheque-mate", disse. "O político disputa tudo. Em geral, o importante não é o que ele tem, mas o que o vizinho tem", complementou, em referência à disputa entre os grupos do PSDB.

Serra comentou ainda as particularidades da disputa aos cargos da Câmara Municipal em São Paulo. "A eleição para vereador em São Paulo é a mais difícil do Brasil, incluindo a de deputados. No interior, se tem o apoio da região. Em São Paulo, é mais difícil", afirmou, ressaltando que a eleição para vereador "não se ganha na televisão, mas nas casas, ruas, entidades de bairros e no boca-a-boca."

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